27.6.06

Épica

Deveria ser uma prosa.
Mas farei em poesia.
Era uma menina, de nome Rosa.
Que queria por que queria
se chamar Alegria.

Mas um dia, em meio a uma roda
cresceu. Descobriu então
que dos risos apaixonados
se alimentaria.

Faziam-lhe prosas,
recitavam-lhe poesias
mas só o que ela queria
era o sorriso da conquista.
E depois que o tinha
Ave Maria!
O pobre homem nunca mais sorria
levando assim a uma subvida
de um amor
igual aqueles
dos livros
tristes
e sem
cantoria.

Até que um dia
Vento, roubador do olhar
passou pela cidade
e disse:

"Que djabo de mulher é essa
que dos sorrisos apaixonados
se alimenta, matando os homens
e enlouquecendo-os sem pressa?"

Roubador de olhares
que olhares feminos colecionava
fez uma promessa
"Rosa Maria
seu olhar eu vou roubar
e seu sorriso irá se apagar"

Rosa Maria, ao saber da ameaça
riu uma risada sarcástica
roubada do jornalista
que ela acabara de se alimentar.

Vento e Rosa
então se encontraram
e uma mágica aconteceu
nem Vento conseguiu o olhar
de Rosa
nem Rosa conseguiu o sorriso
de Vento.

Conseguiram uma coisa estranha
meio Rosa de Alegria
Rosa de carinho
Rosa de paixão (esse, um tanto mais avermelhado)
Rosa de entrega
e meio Vento de Liberdade
Vento da razão
Vento de cumplicidade
Vento da compaixão
uma coisa, então, entre Rosa e Vento
que depois de muito tempo
passou a se chamar
amoR Verdadeiro.