13.3.12

Esse jeito
torto
de mostrar
que te gosto
é apenas
um golpe de charme
para não te dizer
a verdade,
o óbvio
mas te digo
agora
nesses versos toscos
"linda,
você sabe:
eu te adoro"

15.2.12

O amor é essencialmente impulsivo.

13.1.12

Despedida

Ela ficou com meu livro do Chico,
palavras, mensagens e sonhos não vividos.
Deve ter levado alguma dor.
E um pedaço (grande) de mim.

18.6.11

Mato amores por asfixia.

25.4.11

Defeito

Perdoe
não ser
aquilo
que teus olhos
tanto me pedem;

Sou defeito.
Insegurança
e tristeza.

17.4.11

Nas sextas, não te quero.
Aos sábados, te suporto.
No domingo, te amo.

19.2.11

E quis
naquele momento
transformar o corpo dela
branco e sinuoso,
ardente e belo
em versos de um poema
que traduzisse
o sublime
e o encantamento
que, suspensos no ar,
fizeram
daquele momento
único
e perfeito.

16.2.11

Sou sentimento que corrói por dentro.

Fogo que consome entranhas, destroi o fígado, rins, pulmão. Cada pedaço d'alma consumido, reduzido a cinzas pelo fogo que sinto. Coração revolto. Taquicardia.

Por dentro choro, grito, esperneio. Sou sentimento puro. Mar revolto. Lágrimas que caem copiosamente. Palavras de amor engasgadas, que fecham a minha garganta, paralisam a minha respiração.

Amo um amor interno, construído por mim. Um castelo de solidão. Só reago. Sinto essa dor sozinho. Não demonstro, não gesticulo. O corpo é frio, paralítico, tal um cadáver.

Silencio, as palavras me faltam a boca. Não tenho coragem.

Eu te amo(ei). E você nunca soube.

6.2.11

Timidez

É insegurança.
Hesito.
Na hora em que olho seus olhos, as palavras fogem.
A respiração torna intensa, excessiva. Os nervos afloram.
Fecho-me dentro de mim. Aprisiono-me. Não mostro.
Temo os olhares tortos, os comentários de desaprovação, os buchicos e ruídos.
Caminho com discrição. Alcool para libertar as amarras.
Maldito superego.
Não consigo ser aquilo que seus olhos me pedem.
Não sou perfeito.