13.5.06

Sabe aqueles versos que tocam a alma?

Acho que para ti, conseguiria fazer.

Não, não. Melhor um conto.

Criaria para ti um conto. Um conto de fadas.

Castelo;
Princesa;
Príncipe;
e
tchum
Felizes para sempre!

Hum, mas qual é a graça? Felicidade eterna é sem sal.

Vo colocar um pouco mais de pimenta.

Castelo;
Princesa;
Príncepe;
Bruxa maléfica;
Deundes do mal
e
Ricardões e Ricardonas!

Para ficar bem mais emocionante.

Ah, mas tu não me queres.

Tá, não te prometerei felicidade eterna. Mas prometo a ti a minha cumplicidade nos momentos díficies.

Também esqueça o castelo. Não terei condições para isso. Mas posso prometer-te o meu companheirismo.

Um conto, eu posso sim te prometer. Mas para ti um conto não bastaria, é pouco. Faz-se necessário uma poesia para isso. Sim, a ti eu prometeria uma poesia. Uma não, várias.

Casa, comida e roupa lavada vêm com o tempo. Carinho, dedicação e empatia não. E não duvide que tentarei ser o mais dedicado dos homens.

Amor também nasce com o tempo. Mas a paixão não. E, à ti, prometeria paixão nos momentos de ardor e serenidade nos momentos de dificuldade. Até o fim. Não da vida, é claro. Mas do que durar.

E depois disso vem a fidelidade. A carnal eu não te garanto. A carne é fraca, você também sabe muito bem disso. Mas a sentimental sim. Essa eu te prometo enquanto estiverdes comigo. Meus sentimentos serão teus, por mais que a minha carne não seja.

Ah. Tu não me queres. Esqueci.