12.1.05

Lagrimas marcavam mais uma vez o seu rosto, e aquela dor mais uma vez o seu coração, quisera viver um sonho, ser um alguem, quisera um dia ter uma familia, filhos, esposa, mas a vida não lhe permetiu tal dádiva, era marcado pelo medo, seus olhos pelo o espanto das pessoas que o viram, nunca quisera nascer assim, nunca quisera ser assim! tão sentimental, tão pensador, tão frio, a unica coisa que desejava era um colo, um carinho, um alguem que pudesse entende-lo e ouvi-lo, e compreender que ele é assim, mas nunca tivera esse alguém, ninguem nunca o entendia e ele nunca se abria, o medo da solidão não permitia a compania, e o fazia levar a vida nesse paradoxo infernal que assombrava seu coração, a sua necessidade era única, era ter alguem reconfortante ao seu lado, que entendesse o silencio das suas palavras, e a frieza de suas atitudes, trocaria tudo por isso, até mesmo seus bens mais valiosos, e essa sensação o fazia se questionar, "se nascemos sozinhos, por que necessitamos ter um alguem?" e tudo isso girava em torno de lagrimas angustiantes de um coração partido com dor e a angustia de uma vida solitária, a procura de um alguem que talvez nem mesmo existisse, desejava poder verdadeiramente chorar, critar, esperniar como uma criança, queria sumir!