1.12.04

Era uma tarde como outra qualquer. Uma tarde chata e tediosa. O tédio lhe perseguia há dias e nada pudera fazer diante disso, exceto ler e mergulhar na fantasia de escrever. Mas aquele dia era diferente. Estava ele deitado em sua cama, olhando para o tempo e pensando na vida, questionando-se sobre seus princípios e os princípios que foram dados a sua vida. De repente a luz é cortada e ele se vê sozinho no escuro como várias vezes, mas desta vez havia um toque diferente no ar, algo que lhe assustava, apesar da sua mente dizer que nada passava de frutos de sua imaginação. Aos poucos, esse medo começa a ficar alucinantemente estrondoso. Não sabia o que fazer, nem o que pensar. Queria apenas ficar ali, encolhido no meio de uma escuridão infindável. Com medo. Sabia que isto era ridículo, mas este medo não queria saber o que era ridículo ou não, era apenas medo, medo puro e irracional, medo que lhe arrancava lagrimas inconscientes, e que lhe dava vontade de gritar, mas a pontinha de razão que ainda sobrara em sua mente, não permitia. Queria esconder-se de tudo. Queria sumir. Queria que esse medo, esse pavor sumisse, mas não sabia como fazê-lo, via vultos, formas, via de tudo perto dele, mas não ousava dar sequer um grito, e nem sequer se levantar dali, sentia apenas medo, muito medo, medo irracional e criado pela sua mente... Aconteceu como haveria de ser... O gênio humano (ou Demônio como muitos chamam) tomou conta de seus atos e o dominou como a um ser qualquer vulnerável na cadeia alimentar. E não foi fácil ver a realidade e definhar cada vez mais. De nada adiantou viver em seu mundo fantasioso criado pela sua imaginação. A busca da realidade era mais forte que ele mesmo. Enfim, a única esperança que restou em seu âmago fora esmagada por seus próprios anseios e medos.

ps. Carol escreveu o fim pra mim :DD e eu gostei!

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