24.10.04

Desapego

No terceiro dia em que durmia no pequeno apartamento de um edificio recem-construido, ouviu os primeiros ruidos, De normal, tinha sono pesado e mesmo depois de desperto levava um tempo para se integrar ao novo dia, confundindo restos de sono com fragmentos de realidade. Após completamente desperto, notara uma carta debaixo da porta de seu quarto, e rapidamente começou a ler. Nunca imaginaria que aquilo fosse acontecer, parecia o fim de sua vida. O que ela queria dizer com "acabou"? Se esforçara tant o por ela, mudou tanto para ela e sem mais nem menos aquilo tinha tinha acontecido, não podia aceitar, não queria, e este o desespero bateu, não sabia o que fazer ou o que falar, o mundo desta vez parecia mais triste o ceu, menos azul, indagou-se sobre o sentindo da vida, sobre o sentido do amor, afinal, amava ela de todo o coração, como jamais amou ninguem e sem mais nem menos, ela fora embora. Inebriado nestes pensamentos ficou ali, e apesar do choro incessante do seu coração, nos seus olhos não brotova nenhuma lagrima sequer, nesse momento o grande amor de sua ida estava bem longe dali e sabia que teria que enfrentar um dos maiores desafios de um ser humano em evolução espiritual, o desapego.