22.7.09

Não há nada
que me faça
desejar a distância
que você
me impõe
ao sair assim
tão amiúde
da minha frente
para embarcar, triste
em suas aventuras errantes
enquanto conto as horas
os minutos e os segundos
que precedem o calor da sua volta
para embarcar de novo
nas nossas manhãs sonolentas
e nas nossas noites insones
e viver como se o mundo
não precisasse mais
da nossa presença.

14.7.09

De você (Ou Saudades)

De você vou levar todas as boas lembranças de nós dois olhando o céu e conversando amenidades. E levarei também, na minha malinha, um bocado de sentimento ainda não-usados, claustrofóbicos.

De você já nutro uma saudade, uma vontade, um medo infantil da solidão.

De você levo o vício do seu corpo junto do meu nas nossas noites sem sono, o desejo dos seus trejeitos sutis nas manhãs sonolentas.

A saudade das tardes eternas, dos filmes, dos sorvetes, das danças íntimas. De você fico uma gama de sentimentos bons, de lembranças, de sorrisos e de saudades.

Saudades.

De você fico com uma imensa vontade de não ficar longe, de não te perder, de sequer, ficar longe de você.

Eu sou saudades.