Eu estava na sua mira havia já 2 anos. Apareceu-me, pela primeira vez, numa festa. E me foi logo apresentada pelos nossos amigos em comum. Confesso que, à primeira vista, a sua beleza física me atraiu, mas nada tão forte que me fizesse correr atrás dela, ou trocar a eternidade ou coisas assim para te-la. Fui indiferente à situação. Em meio a conversa fui surpreendido. Ela sabia muita coisa da minha vida para uma, até então, desconhecida. Justificou-me pelo acesso a internet e dizendo que a internet no tira privacidade e, algumas vezes até os segredos. Eu, como usuário assíduo da grande rede, engoli tal justificativa e continuei a nossa prosa.
Não sabia eu, talvez pela ingenuidade que ela aparentava através daqueles olhos cor de amêndoas, que seus objetivos eram outros. Mais sombrios, eu diria. E talvez esse tenha sido o meu azar, ser escolhido para o cumprimento de tais metas. Com seu jeito sutil, sua inteligência e sagacidade, ela me transformou num alvo fácil. Num coelho sozinho à espreita de um leão faminto. Ia lá eu, conversando e imaginando a minha noite com ela. Como sempre "me garanti" nessas situações, não achei que ela pudesse me oferecer risco, afinal eu sou um jogador nato e conhecia todas as regras e armadilhas daquele jogo de sedução. Mas ela foi mais sagaz. Levou-me através da sua lábia, da sua boca carnuda e daqueles olhos amendoados para o bote.
Foi rápido, simples e certeiro. Num movimento veloz e preciso, como os dos atiradores profissionais, roubou-me o que eu tinha de mais importante, o que nunca antes fora roubado e o que eu imaginei que nunca iriam roubar. Roubou-me o coração. Num beijo ardente que me fez visitar o céu e acreditar em amor por uns instantes. Senti-me paralisado diante daquilo tudo, perdi toda a noção e todo senso de orientação. Fomos ao motel mais próximo e sem titubear, gastei meu dinheiro, meu fogo e minha paixão naquela noite, com direito a uma conversa sobre nossos possíveis filhos e a nossa futura casa, ao amanhecer.
Telefonei ao entardecer do outro dia, com esperanças de que novamente, gozaríamos de uma noite maravilhosa. Ninguém atendeu. E foi assim por cinco dias seguidos, até que ao final do sexto dia a encontrei naquele mesmo bar, conversando com um outro homem e roubando mais um coração para a sua coleção porque, afinal, o meu já era dela.
29.5.06
17.5.06
Pergunta!
Uma característica marcante entre nós, brasileiros, é uma estranha falta de amor à pátria. Não somos de cantar o hino nacional, de lembrar dos heróis da nossa história, de honrar a bandeira e, algumas vezes, nem mesmo de se preocupar com a nossa própria língua e com as nossas raízes culturais como fazem os outros povos. Isso é vísivel quando se anda nas ruas e vê as roupas que as pessoas usam, quando se observa lojas que simplesmente abandonaram o português e principalmente quando se pergunta a alguém, em pleno feriado de comemoração da proclamação da república, qual o sentido de hoje não se trabalhar. É algo lamentável e triste para um país como o nosso. Mas que estranhamente muda quando o assunto é futebol.
O Futebol, sem dúvidas nenhuma, mexe com a cabeça do povo brasileiro. É como se fosse uma última gota de nacionalismo, remanescente dentre a estrangeirismos, a ignorância histórica e o sofrimento do nosso povo. A copa do mundo então representa o auge desse orgulho canarinho. Nunca se vê tanta gente vestida de verde e amarelo ou se orgulhando de ser brasileiro como nesse período. É algo mágico, sensacional e intrigante. E o mais interessante disso tudo, essa moda tupiniquim aliado ao próprio jeito "brasileiro de ser" se espalha, o mundo todo parece contaminado com a alegria e a energia do nosso povo. Principalmente do nosso futebol. Parece que, de uma hora para outra, todos amam o Brasil.
Mas, há os que argumentam que esse nacionalismo é inválido. Fala-se que o fato desse amor a pátria aparecer apenas na época da copa do mundo - como consequência somente de um esporte - não é algo que deve ser levado a sério. Seria um falso orgulho que se torna visivel apenas pelo sucesso e respeito de meia-dúzia de jogadores em campos estrangeiros. Não revela o verdadeiro orgulho patriótico que o um brasileiro deveria ter.
E isso é algo que deve ser pensado. Se por um lado, o amor a pátria está ligada a ela somente atráves de um esporte, por outro temos que considerar que nós, brasileiros, não temos muitos motivos para nos orgulhar do nosso país. Querendo ou não, somos um povo sem indentidade cultural definida, porque quase tudo que passou pela nossa história teve forte influência estrangeira. A nossa própria independência foi feita por um europeu. É uma realidade triste. Indo mais a fundo, veremos que somos um país sem heróis, sem grandes acontecimentos históricos feitos e idealizados por brasileiros (com exceção aos movimentos políticos das duas décadas passadas) e querendo ou não, sem grandes nomes. Um brasileiro, lá fora, não tem uma grande figura política à se respeitar, não tem um personagem histórico relevante, não tem ao menos índices socio-econômicos respeitáveis. Só tem ao futebol, porque Pelé foi incontestável, Garrincha foi genial e "os Ronaldos" são excepcionais. Então, fica ai a questão, o povo tem motivo para se orgulhar da nossa pátria quando não se diz respeito ao futebol?
Ah, e não me venham com utopias e falsas idéias.
O Futebol, sem dúvidas nenhuma, mexe com a cabeça do povo brasileiro. É como se fosse uma última gota de nacionalismo, remanescente dentre a estrangeirismos, a ignorância histórica e o sofrimento do nosso povo. A copa do mundo então representa o auge desse orgulho canarinho. Nunca se vê tanta gente vestida de verde e amarelo ou se orgulhando de ser brasileiro como nesse período. É algo mágico, sensacional e intrigante. E o mais interessante disso tudo, essa moda tupiniquim aliado ao próprio jeito "brasileiro de ser" se espalha, o mundo todo parece contaminado com a alegria e a energia do nosso povo. Principalmente do nosso futebol. Parece que, de uma hora para outra, todos amam o Brasil.
Mas, há os que argumentam que esse nacionalismo é inválido. Fala-se que o fato desse amor a pátria aparecer apenas na época da copa do mundo - como consequência somente de um esporte - não é algo que deve ser levado a sério. Seria um falso orgulho que se torna visivel apenas pelo sucesso e respeito de meia-dúzia de jogadores em campos estrangeiros. Não revela o verdadeiro orgulho patriótico que o um brasileiro deveria ter.
E isso é algo que deve ser pensado. Se por um lado, o amor a pátria está ligada a ela somente atráves de um esporte, por outro temos que considerar que nós, brasileiros, não temos muitos motivos para nos orgulhar do nosso país. Querendo ou não, somos um povo sem indentidade cultural definida, porque quase tudo que passou pela nossa história teve forte influência estrangeira. A nossa própria independência foi feita por um europeu. É uma realidade triste. Indo mais a fundo, veremos que somos um país sem heróis, sem grandes acontecimentos históricos feitos e idealizados por brasileiros (com exceção aos movimentos políticos das duas décadas passadas) e querendo ou não, sem grandes nomes. Um brasileiro, lá fora, não tem uma grande figura política à se respeitar, não tem um personagem histórico relevante, não tem ao menos índices socio-econômicos respeitáveis. Só tem ao futebol, porque Pelé foi incontestável, Garrincha foi genial e "os Ronaldos" são excepcionais. Então, fica ai a questão, o povo tem motivo para se orgulhar da nossa pátria quando não se diz respeito ao futebol?
Ah, e não me venham com utopias e falsas idéias.
13.5.06
Sabe aqueles versos que tocam a alma?
Acho que para ti, conseguiria fazer.
Não, não. Melhor um conto.
Criaria para ti um conto. Um conto de fadas.
Castelo;
Princesa;
Príncipe;
e
tchum
Felizes para sempre!
Hum, mas qual é a graça? Felicidade eterna é sem sal.
Vo colocar um pouco mais de pimenta.
Castelo;
Princesa;
Príncepe;
Bruxa maléfica;
Deundes do mal
e
Ricardões e Ricardonas!
Para ficar bem mais emocionante.
Ah, mas tu não me queres.
Tá, não te prometerei felicidade eterna. Mas prometo a ti a minha cumplicidade nos momentos díficies.
Também esqueça o castelo. Não terei condições para isso. Mas posso prometer-te o meu companheirismo.
Um conto, eu posso sim te prometer. Mas para ti um conto não bastaria, é pouco. Faz-se necessário uma poesia para isso. Sim, a ti eu prometeria uma poesia. Uma não, várias.
Casa, comida e roupa lavada vêm com o tempo. Carinho, dedicação e empatia não. E não duvide que tentarei ser o mais dedicado dos homens.
Amor também nasce com o tempo. Mas a paixão não. E, à ti, prometeria paixão nos momentos de ardor e serenidade nos momentos de dificuldade. Até o fim. Não da vida, é claro. Mas do que durar.
E depois disso vem a fidelidade. A carnal eu não te garanto. A carne é fraca, você também sabe muito bem disso. Mas a sentimental sim. Essa eu te prometo enquanto estiverdes comigo. Meus sentimentos serão teus, por mais que a minha carne não seja.
Ah. Tu não me queres. Esqueci.
Acho que para ti, conseguiria fazer.
Não, não. Melhor um conto.
Criaria para ti um conto. Um conto de fadas.
Castelo;
Princesa;
Príncipe;
e
tchum
Felizes para sempre!
Hum, mas qual é a graça? Felicidade eterna é sem sal.
Vo colocar um pouco mais de pimenta.
Castelo;
Princesa;
Príncepe;
Bruxa maléfica;
Deundes do mal
e
Ricardões e Ricardonas!
Para ficar bem mais emocionante.
Ah, mas tu não me queres.
Tá, não te prometerei felicidade eterna. Mas prometo a ti a minha cumplicidade nos momentos díficies.
Também esqueça o castelo. Não terei condições para isso. Mas posso prometer-te o meu companheirismo.
Um conto, eu posso sim te prometer. Mas para ti um conto não bastaria, é pouco. Faz-se necessário uma poesia para isso. Sim, a ti eu prometeria uma poesia. Uma não, várias.
Casa, comida e roupa lavada vêm com o tempo. Carinho, dedicação e empatia não. E não duvide que tentarei ser o mais dedicado dos homens.
Amor também nasce com o tempo. Mas a paixão não. E, à ti, prometeria paixão nos momentos de ardor e serenidade nos momentos de dificuldade. Até o fim. Não da vida, é claro. Mas do que durar.
E depois disso vem a fidelidade. A carnal eu não te garanto. A carne é fraca, você também sabe muito bem disso. Mas a sentimental sim. Essa eu te prometo enquanto estiverdes comigo. Meus sentimentos serão teus, por mais que a minha carne não seja.
Ah. Tu não me queres. Esqueci.
9.5.06
Rótulos, leitura e cantadas.
Algo que vem me chamando a atenção de uns anos atrás pra cá, é a tendência geral de rotulação das coisas. Se algo existe, isso deve ser rotulado. Uma rotulação que identifique todas as qualidades e defeitos do produto e que a pessoa, ao adquiri-lo, saiba de antemão quais serão as vantagens e desvantagens dessa aquisição.
Essa rotulação tem um lado bom. Ao saber o rótulo que o produto, a música ou a pessoa tem pode-se antecipadamente prever algumas reações e evitar equívocos ao entrar em contato com eles, por exemplo: ninguém em sã consciência nunca vai chegar numa menina que esteja de salto, com uma blusa rosa, uma calça colada, usando um perfume extremamente doce e a cara completamente maquiada e perguntar se ela já ouviu Velvet Underground ou até mesmo The Strokes, concerteza a pessoa não saberá nem de que planeta é isso. E também não espere, ao comprar um CD de Sandy e Junior, ouvir uma música do estilo de Manowar ou dos Beatles. Será decepcionante.
Esse fenômeno é, também, bem interessante. Pois através dele podemos criar categorias de pessoas que pensam da mesma forma, agem da mesma jeito e ouvem a mesma coisa, muitas vezes apenas pelo seu modo de vestir ou o seu jeito de falar. É uma perda total e geral da personalidade e da individualidade de cada um. É uma massificação de comportamento tão grande que às vezes parece que não existem pessoas diferentes mas sim grupos diferentes. E o mais triste disso tudo é que também resulta numa massificação da visão política, ideológica e social. Ou seja, uma total dissolvição do senso crítico e da capacidade de raciocínio das pessoas. "Eu não gosto da Globo porque todo mundo do meu grupo diz que a Globonão presta" esse é um pensamento comum que pode ser observado em alguns grupos, por exemplo.
Pondo-se a analisar as causas de tal fenômeno, vem logo a midia e a indústria cultural como primeiras opções. Em uma determinada parcela, elas são culpadas sim. Através da massificação do comportamento, da ideologia e do que é vendido e mostrado ao consumidor, ela consegue massificar também as pessoas. E elas, por sua vez, começam a achar que fazer parte de um grande grupo é bom e normal. E o mais interessante, seja ele um grupo totalmente "televisionado" ou seja um grupo de pessoas que dizem não gostar de televisão(principalmente alguns canais) sem saber, muitas vezes, o porquê não gostam. A outra parcela de culpa vai para o sistema educacional brasileiro que todos já estão cansados de saber que ainda é falho, errado e deixa muito a desejar. Mas tem-se também um outro grande vilão que, de todos, é o mais difícil de ser eliminado. A cultura brasileira da não-leitura.
O hábito brasileiro de não ler torna o brasileiro mais suscetível a isso tudo. Porque o desenvolvimento da leitura - principalmente da boa leitura - gera raciocínio, senso crítico e conhecimento além de contribuir para a eliminação da famosa "preguiça de pensar". Assistir um filme sobre um determinado livro é fácil, vem tudo enlatado, pronto e devidamente rotulado. Ler o livro desse mesmo filme é diferente. A leitura obriga principalmente a imaginação e a reflexão. Não há como ler um livro e entende-lo se o leitor não se utiliza dessas duas dádivas humanas. E na situação em que estamos, até mesmo a leitura "comercial", tantas vezes criticadas e mal-vista pelos eruditos, deve ser incentivada como inicio de formação de novos leitores. Não há como alguém que nunca sequer leu uma bula de remédio partir logo para autores como Dotoiévski e Machado de Assis. Se isso acontecer, o susto será grande. Tem que se começar com Sidney Sheldon, J. K. Rowling e Paulo Coelho mesmo! Afinal, dar o doce inteiro logo de cara é sem graça e pode assustar, mas da-lo aos poucos e processualmente pode mostrar todos os prazeres dele a uma pessoa.
Mas enquanto isso não acontece, fiquemos com os nossos queridos rótulos. O bom disso tudo é que dá para ter uma cantada certa e infalível para cada tipo de mulher...
Ps. Desconsiderem a brincadeira infame do último paragrafo, foi só para descontrair. Não reflete o verdadeiro pensamento do autor.
Essa rotulação tem um lado bom. Ao saber o rótulo que o produto, a música ou a pessoa tem pode-se antecipadamente prever algumas reações e evitar equívocos ao entrar em contato com eles, por exemplo: ninguém em sã consciência nunca vai chegar numa menina que esteja de salto, com uma blusa rosa, uma calça colada, usando um perfume extremamente doce e a cara completamente maquiada e perguntar se ela já ouviu Velvet Underground ou até mesmo The Strokes, concerteza a pessoa não saberá nem de que planeta é isso. E também não espere, ao comprar um CD de Sandy e Junior, ouvir uma música do estilo de Manowar ou dos Beatles. Será decepcionante.
Esse fenômeno é, também, bem interessante. Pois através dele podemos criar categorias de pessoas que pensam da mesma forma, agem da mesma jeito e ouvem a mesma coisa, muitas vezes apenas pelo seu modo de vestir ou o seu jeito de falar. É uma perda total e geral da personalidade e da individualidade de cada um. É uma massificação de comportamento tão grande que às vezes parece que não existem pessoas diferentes mas sim grupos diferentes. E o mais triste disso tudo é que também resulta numa massificação da visão política, ideológica e social. Ou seja, uma total dissolvição do senso crítico e da capacidade de raciocínio das pessoas. "Eu não gosto da Globo porque todo mundo do meu grupo diz que a Globonão presta" esse é um pensamento comum que pode ser observado em alguns grupos, por exemplo.
Pondo-se a analisar as causas de tal fenômeno, vem logo a midia e a indústria cultural como primeiras opções. Em uma determinada parcela, elas são culpadas sim. Através da massificação do comportamento, da ideologia e do que é vendido e mostrado ao consumidor, ela consegue massificar também as pessoas. E elas, por sua vez, começam a achar que fazer parte de um grande grupo é bom e normal. E o mais interessante, seja ele um grupo totalmente "televisionado" ou seja um grupo de pessoas que dizem não gostar de televisão(principalmente alguns canais) sem saber, muitas vezes, o porquê não gostam. A outra parcela de culpa vai para o sistema educacional brasileiro que todos já estão cansados de saber que ainda é falho, errado e deixa muito a desejar. Mas tem-se também um outro grande vilão que, de todos, é o mais difícil de ser eliminado. A cultura brasileira da não-leitura.
O hábito brasileiro de não ler torna o brasileiro mais suscetível a isso tudo. Porque o desenvolvimento da leitura - principalmente da boa leitura - gera raciocínio, senso crítico e conhecimento além de contribuir para a eliminação da famosa "preguiça de pensar". Assistir um filme sobre um determinado livro é fácil, vem tudo enlatado, pronto e devidamente rotulado. Ler o livro desse mesmo filme é diferente. A leitura obriga principalmente a imaginação e a reflexão. Não há como ler um livro e entende-lo se o leitor não se utiliza dessas duas dádivas humanas. E na situação em que estamos, até mesmo a leitura "comercial", tantas vezes criticadas e mal-vista pelos eruditos, deve ser incentivada como inicio de formação de novos leitores. Não há como alguém que nunca sequer leu uma bula de remédio partir logo para autores como Dotoiévski e Machado de Assis. Se isso acontecer, o susto será grande. Tem que se começar com Sidney Sheldon, J. K. Rowling e Paulo Coelho mesmo! Afinal, dar o doce inteiro logo de cara é sem graça e pode assustar, mas da-lo aos poucos e processualmente pode mostrar todos os prazeres dele a uma pessoa.
Mas enquanto isso não acontece, fiquemos com os nossos queridos rótulos. O bom disso tudo é que dá para ter uma cantada certa e infalível para cada tipo de mulher...
Ps. Desconsiderem a brincadeira infame do último paragrafo, foi só para descontrair. Não reflete o verdadeiro pensamento do autor.
6.5.06
Deus também é do rock'n'roll
Sentia-se no ar. Era noite de rock'n'roll. A chuva que caira no outro dia ainda me colocava um pouco de medo, mas ontem foi uma daquelas noites em que Deus decidiu colocar uma bandana na cabeça, uma camisa do Elvis, puxar um cigarro e vir de moto para Natal. Porque ontem foi noite de rock'n'roll dos melhores.
A noite começou com a banda acriana, Los Porongas e seu estilo meio hardcoriano que atraiu e contagiou uma boa quantidade de pessoas para o local, apesar de ser a primeira banda. Deveria seguir-se então Zeferina Bomba da Paraíba, mas eles não vieram. Sobrou pro The Automatics daqui mesmo de Natal, maestrar com um bom rock'n'roll aquela noite. Mas infelizmente não os vi. Porque a irmã do rock'n'roll me chamara para o seu templo. E fiquei lá, "balançando o esqueleto" ao som daquela batida eletronizada e não menos contagiante. Mas a noite mesmo era do rock'n'roll.
Sob gritos ensandecidos e com um estilo que faz jus a verdadeira definição do bom e velho rock'n'roll, Revolver subiu ao palco. Resultado, milhares de pessoas dançando sob aquele som já conhecido por muitos e enlouquecidas com o estilo da banda. Nesse momento tive certeza da minha primeira afirmação, era realmente a noite do rock'n'roll. No show de Reação em Cadeia e Cabaret, fui restituir minhas forças porque ainda não haviam tocados Os Bonnies e Cachorro Grande. E quando eles tocarem, ai sim meus colegas, a perdição iria ser total.
Daniel Belezza e os Corações em Fúria contaram com uma presença de palco de dar inveja a qualquer outra banda grande desse país. Contagiram o público e os fizeram dançar até não sentirem mais as suas pernas. Sentia-se neles o espírito do verdadeiro ritmo libertador de mentes que anos atrás mudara totalmente os valores sociais. Mas o pior(melhor) ainda estava por vir. Os Bonnies subiram ao palco e realmente me fizeram acreditar que só o rock liberta. Cantando hits já conhecidos por muitos e com um estilo "rockabilitiano", conseguiram atrair um público ensandecido que clamava mais e mais por aquele rock'n'roll, porque hoje, se olhassem bem, encontrariam até mesmo o bom e velho Deus com a sua camisa do Elvis, seu Rayban e seu cigarro na boca, cantando e dançando aquilo que Ele permitiu que os homens criassem.
Mas para completar a noite e fechar aquilo tudo com chave de ouro, faltava ainda os "Strokes brasileiros"(como definiu um amigo). Tá, o preço era caro, tinha ainda que aguentar Pitty e suas musiquinhas pré-adolescentes. Ah vai, era justo e até que o instrumental dela é bom. Aproveitei para dar-me um segundo intervalo. E nesse meio tempo me deparei com uma pergunta um tanto curiosa. "Porque vocês não estão no show de Pitty?" em uníssono eu e mais uns 4 desconhecidos, "Haha, porque a gente quer é CACHORRO GRANDE!".
Nosso pedido então se concretizou. Carla Lamarca subiu ao palco para anunciar. Eram eles, Cachorro Grande. Vieram sob a insanidade total do público. E no momento que subiram os 5 integrantes, eles se tornaram deuses. As guitarras malucas e o vocal rasgado fizeram da segunda noite do MADA inesquecível. Mais inexplicável ainda foi a sensação de estar ali, no seio daquele ritmo dançante, cantando ensandecido "Lunático? Que se FODA!". A única coisa que queríamos era mais daquelas guitarras, mais daquele vocal e também a Cleptomaníaca de Corações que infelizmente não apareceu por ali. Mas fica aqui, registrado como minha única objeção ao show do Cachorro Grande. Fora isso, foi perfeito. Fecharam com chave de ouro a segunda noite do festival.
Mas isso foi apenas a segunda noite. Hoje terá Nando Reis e Biquine Cavadão, além de Cansei de Ser Sexy, Relespública, Moptop... Será que Deus vai aparecer denovo por lá? Afinal, a verdade é. Deus, além de brasileiro, é rockeiro também. Dos mais loucos eu diria...
A noite começou com a banda acriana, Los Porongas e seu estilo meio hardcoriano que atraiu e contagiou uma boa quantidade de pessoas para o local, apesar de ser a primeira banda. Deveria seguir-se então Zeferina Bomba da Paraíba, mas eles não vieram. Sobrou pro The Automatics daqui mesmo de Natal, maestrar com um bom rock'n'roll aquela noite. Mas infelizmente não os vi. Porque a irmã do rock'n'roll me chamara para o seu templo. E fiquei lá, "balançando o esqueleto" ao som daquela batida eletronizada e não menos contagiante. Mas a noite mesmo era do rock'n'roll.
Sob gritos ensandecidos e com um estilo que faz jus a verdadeira definição do bom e velho rock'n'roll, Revolver subiu ao palco. Resultado, milhares de pessoas dançando sob aquele som já conhecido por muitos e enlouquecidas com o estilo da banda. Nesse momento tive certeza da minha primeira afirmação, era realmente a noite do rock'n'roll. No show de Reação em Cadeia e Cabaret, fui restituir minhas forças porque ainda não haviam tocados Os Bonnies e Cachorro Grande. E quando eles tocarem, ai sim meus colegas, a perdição iria ser total.
Daniel Belezza e os Corações em Fúria contaram com uma presença de palco de dar inveja a qualquer outra banda grande desse país. Contagiram o público e os fizeram dançar até não sentirem mais as suas pernas. Sentia-se neles o espírito do verdadeiro ritmo libertador de mentes que anos atrás mudara totalmente os valores sociais. Mas o pior(melhor) ainda estava por vir. Os Bonnies subiram ao palco e realmente me fizeram acreditar que só o rock liberta. Cantando hits já conhecidos por muitos e com um estilo "rockabilitiano", conseguiram atrair um público ensandecido que clamava mais e mais por aquele rock'n'roll, porque hoje, se olhassem bem, encontrariam até mesmo o bom e velho Deus com a sua camisa do Elvis, seu Rayban e seu cigarro na boca, cantando e dançando aquilo que Ele permitiu que os homens criassem.
Mas para completar a noite e fechar aquilo tudo com chave de ouro, faltava ainda os "Strokes brasileiros"(como definiu um amigo). Tá, o preço era caro, tinha ainda que aguentar Pitty e suas musiquinhas pré-adolescentes. Ah vai, era justo e até que o instrumental dela é bom. Aproveitei para dar-me um segundo intervalo. E nesse meio tempo me deparei com uma pergunta um tanto curiosa. "Porque vocês não estão no show de Pitty?" em uníssono eu e mais uns 4 desconhecidos, "Haha, porque a gente quer é CACHORRO GRANDE!".
Nosso pedido então se concretizou. Carla Lamarca subiu ao palco para anunciar. Eram eles, Cachorro Grande. Vieram sob a insanidade total do público. E no momento que subiram os 5 integrantes, eles se tornaram deuses. As guitarras malucas e o vocal rasgado fizeram da segunda noite do MADA inesquecível. Mais inexplicável ainda foi a sensação de estar ali, no seio daquele ritmo dançante, cantando ensandecido "Lunático? Que se FODA!". A única coisa que queríamos era mais daquelas guitarras, mais daquele vocal e também a Cleptomaníaca de Corações que infelizmente não apareceu por ali. Mas fica aqui, registrado como minha única objeção ao show do Cachorro Grande. Fora isso, foi perfeito. Fecharam com chave de ouro a segunda noite do festival.
Mas isso foi apenas a segunda noite. Hoje terá Nando Reis e Biquine Cavadão, além de Cansei de Ser Sexy, Relespública, Moptop... Será que Deus vai aparecer denovo por lá? Afinal, a verdade é. Deus, além de brasileiro, é rockeiro também. Dos mais loucos eu diria...
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