Ao observar-te;
ao ver-te;
meu mundo
cai.
Minha mente
d
e
s
e
quili
bra-se
Minha voz
cala-se
Porque quando eu vejo você
tenho certeza de uma coisa
só
quero
ter você
29.4.06
24.4.06
Dieta das Batatinhas.
- Não cresci! Disse tristemente, aquela miudeza de gente que queria porque queria ser alto.
Não entendia porque as suas células ainda não haviam se alongado. Comia feijão, conforme a mãe lhe ordenara, todos os dias apesar daquele gosto... Nas noites de segunda, comia uma sopa de verdura batida no liquidificador que mais aparentava vômito no prato e tinha aquele gosto horrivel de legume cozido. Segurando firmemente a sua náusea e se baseando que um dia seria tão alto quanto aqueles vizinhos da rua e que, finalmente, poderia talvez arranjar uma namorada. Comia aquilo tudo disciplinadamente.
Depois de 2 meses desse tratamento à base de sopas e feijão, desistiu. Falou à sua mãe que nunca mais comeria aquilo e que era tudo enganção. Afinal, já fazia dois meses comendo aquele feijão todo santo dia e tomando aquilo que chamavam de sopa. E não, nem um centimetrozinho a mais. Continuava com aqueles rídiculos 1,45. Mais baixo até que as garotas da sala. A mãe, experiente disse-lhe que era pouco tempo demais para se tirar aquela conclusão e que se não continuasse consumindo aquilo iria coloca-lo de castigo.
Rebelou-se. Não comia mais feijão e quando o obrigavam, cuspia ou forçava o vomito. As sopas das noites de segunda-feira eram jogadas todas no lixo sem a mãe perceber. Iniciou uma dieta baseada em biscoitos, batatinhas e refrigerantes. Afinal, tinham um gosto bom, portanto trariam um efeito positivo e talvez até o tão querido e esperado crescimento.
O castigo não lhe fizera andar para trás. Não podia sair do quarto, exceto para ir ao colégio, mas era feliz assim. Pelo menos agora não tinha mais aquela droga de feijão e nem aquela sopa de vômito para comer. Usou de todas as suas economias para estocar batatinhas e biscoitos no quarto. Contrabandeava refrigerante ilegalmente da casa de um amigo que morava ao lado. Passou três meses assim, sem ser descoberto.
Ao final desses três meses, procurou a fita métrica. Sentia-se mais alto do que nunca. A dieta das batatinhas dera tão certo que seu crescimento era percepitivel. Via o mundo mais baixo e ele mais alto. A fita métrica indicou-lhe 1,47. 2 centímetros de crescimento! Entusiasmado, mostrou à sua mãe a sua tese e falou que não tinha comido mais feijão e que a sopa houvera ido sempre para o lixo. E que o motivo máximo do seu crescimento eram as batatinhas, as milagrosas batatinhas e que apartir de agora, não iria parar de crescer nunca.
E nunca mais parou. Morreu de tão alto.
Não entendia porque as suas células ainda não haviam se alongado. Comia feijão, conforme a mãe lhe ordenara, todos os dias apesar daquele gosto... Nas noites de segunda, comia uma sopa de verdura batida no liquidificador que mais aparentava vômito no prato e tinha aquele gosto horrivel de legume cozido. Segurando firmemente a sua náusea e se baseando que um dia seria tão alto quanto aqueles vizinhos da rua e que, finalmente, poderia talvez arranjar uma namorada. Comia aquilo tudo disciplinadamente.
Depois de 2 meses desse tratamento à base de sopas e feijão, desistiu. Falou à sua mãe que nunca mais comeria aquilo e que era tudo enganção. Afinal, já fazia dois meses comendo aquele feijão todo santo dia e tomando aquilo que chamavam de sopa. E não, nem um centimetrozinho a mais. Continuava com aqueles rídiculos 1,45. Mais baixo até que as garotas da sala. A mãe, experiente disse-lhe que era pouco tempo demais para se tirar aquela conclusão e que se não continuasse consumindo aquilo iria coloca-lo de castigo.
Rebelou-se. Não comia mais feijão e quando o obrigavam, cuspia ou forçava o vomito. As sopas das noites de segunda-feira eram jogadas todas no lixo sem a mãe perceber. Iniciou uma dieta baseada em biscoitos, batatinhas e refrigerantes. Afinal, tinham um gosto bom, portanto trariam um efeito positivo e talvez até o tão querido e esperado crescimento.
O castigo não lhe fizera andar para trás. Não podia sair do quarto, exceto para ir ao colégio, mas era feliz assim. Pelo menos agora não tinha mais aquela droga de feijão e nem aquela sopa de vômito para comer. Usou de todas as suas economias para estocar batatinhas e biscoitos no quarto. Contrabandeava refrigerante ilegalmente da casa de um amigo que morava ao lado. Passou três meses assim, sem ser descoberto.
Ao final desses três meses, procurou a fita métrica. Sentia-se mais alto do que nunca. A dieta das batatinhas dera tão certo que seu crescimento era percepitivel. Via o mundo mais baixo e ele mais alto. A fita métrica indicou-lhe 1,47. 2 centímetros de crescimento! Entusiasmado, mostrou à sua mãe a sua tese e falou que não tinha comido mais feijão e que a sopa houvera ido sempre para o lixo. E que o motivo máximo do seu crescimento eram as batatinhas, as milagrosas batatinhas e que apartir de agora, não iria parar de crescer nunca.
E nunca mais parou. Morreu de tão alto.
17.4.06
Nem eu
Nem eu.
Nem eu me vi nos seus braços.
Nem eu me vi nos seus beijos.
Nem eu me vi no seu corpo.
Nem eu me vi naquele dia.
Nem eu senti o seu corpo.
Nem eu senti a sua solidão.
Não, nem eu senti sua boca na minha, sua respiração ofegante, seus olhos nos meus.
Nem eu te vi falar, sorrir, se preocupar.
Nem eu te fiz me ver, nem eu falei, mas como? Nem te abracei!
Nem eu gostei de você e nem trocaria tudo isso por você.
Não, haha, eu também nem penso só em você, nem respiro só você, nem quero só você.
Não mesmo.
Nem eu me vi nos seus braços.
Nem eu me vi nos seus beijos.
Nem eu me vi no seu corpo.
Nem eu me vi naquele dia.
Nem eu senti o seu corpo.
Nem eu senti a sua solidão.
Não, nem eu senti sua boca na minha, sua respiração ofegante, seus olhos nos meus.
Nem eu te vi falar, sorrir, se preocupar.
Nem eu te fiz me ver, nem eu falei, mas como? Nem te abracei!
Nem eu gostei de você e nem trocaria tudo isso por você.
Não, haha, eu também nem penso só em você, nem respiro só você, nem quero só você.
Não mesmo.
16.4.06
Sadismo
Sabe, eu acho que o destino(ou sejá lá o que for) foi cruel comigo. De uma crueldade sarcasticamente fria, eu diria. Por quê? Ah, simples. Ele me fez gostar de escrever e querer trabalhar com isso.
A cada dia que passo, me convenço mais e mais que vou morrer apenas com a compania dos meus textos. Talvez jogado num apartamento no meio de um grande centro urbano, em frente a um computador escrevendo-os, por mais medíocres que sejam, chorando os meus amores perdidos e, se eu tiver algum tipo de sorte na minha vida, escrevendo alguma coisa para algum jornal mediano afim de garantir a comida na minha mesa.
O seja-lá-o-que-for consegue ser tão sarcástico que, como se ainda não bastasse, me faz gostar desse futuro. É, amigos leitores, isso mesmo que vocês leram, eu gostaria disso tudo e se, talvez, eu morrer assim, jogado num apartamento a escrever textos medíocres, podem ter certeza, terei morrido feliz. O mais engraçado nisso tudo é que eu não consigo encontrar uma explicação óbvia e racional para isso. É apenas um gosto sádico que tenho de escrever aquilo que imagino ou aquilo que eu sinto e um gosto igualmente irracional pela a experimentação da solidão. Podem me chamar de louco. Mas é isso.
O pior de tudo reside no fato da minha (total)falta de talento para escrever. Isso me lembrou uma situação que me ocorreu alguns dias atrás, quando uma professora do meu curso, não satisfeita em dizer que jornalista, principalmente formado no nordeste, dificilmente tem um futuro profissional promissor, disse que se algum de nós quer se tornar escritor, acenda umas velas, tenha muito talento e escreva aquilo que a cultura de massa quer ler. Ou seja nada de poesias, nada de textos com uma significação poética, nada de dramas. Só comédias e/ou histórias que envolvam sexo para poder ter uma minima chance do seu livro ser publicado e ser vendido. Coisa que sinto dificuldade.
Resumindo, não preciso de cartomantes e cia para prever meu futuro. Tenho certeza que o dinheiro não fará parte dele.
Ps. Sim, sou dramático!
A cada dia que passo, me convenço mais e mais que vou morrer apenas com a compania dos meus textos. Talvez jogado num apartamento no meio de um grande centro urbano, em frente a um computador escrevendo-os, por mais medíocres que sejam, chorando os meus amores perdidos e, se eu tiver algum tipo de sorte na minha vida, escrevendo alguma coisa para algum jornal mediano afim de garantir a comida na minha mesa.
O seja-lá-o-que-for consegue ser tão sarcástico que, como se ainda não bastasse, me faz gostar desse futuro. É, amigos leitores, isso mesmo que vocês leram, eu gostaria disso tudo e se, talvez, eu morrer assim, jogado num apartamento a escrever textos medíocres, podem ter certeza, terei morrido feliz. O mais engraçado nisso tudo é que eu não consigo encontrar uma explicação óbvia e racional para isso. É apenas um gosto sádico que tenho de escrever aquilo que imagino ou aquilo que eu sinto e um gosto igualmente irracional pela a experimentação da solidão. Podem me chamar de louco. Mas é isso.
O pior de tudo reside no fato da minha (total)falta de talento para escrever. Isso me lembrou uma situação que me ocorreu alguns dias atrás, quando uma professora do meu curso, não satisfeita em dizer que jornalista, principalmente formado no nordeste, dificilmente tem um futuro profissional promissor, disse que se algum de nós quer se tornar escritor, acenda umas velas, tenha muito talento e escreva aquilo que a cultura de massa quer ler. Ou seja nada de poesias, nada de textos com uma significação poética, nada de dramas. Só comédias e/ou histórias que envolvam sexo para poder ter uma minima chance do seu livro ser publicado e ser vendido. Coisa que sinto dificuldade.
Resumindo, não preciso de cartomantes e cia para prever meu futuro. Tenho certeza que o dinheiro não fará parte dele.
Ps. Sim, sou dramático!
9.4.06
Choro de versos
Quando o coração aperta
Eu choro versos
Versos molhados
Solitários
E amargos
...........................................................................................Mas quando choro versos
...........................................................................................O coração se solta
...........................................................................................E essa solidão
...........................................................................................Com essa amargura
...........................................................................................Fogem
Então nasce em mim
Sonhos cheios de vida
Com você
Só eu e você
Numa solidão a dois
...........................................................................................Mas ai me vem a lucidez
...........................................................................................De mim sem você
...........................................................................................E meu choro de versos
...........................................................................................Vira angústia apaixonada
...........................................................................................De uma poesia perdida
Eu choro versos
Versos molhados
Solitários
E amargos
...........................................................................................Mas quando choro versos
...........................................................................................O coração se solta
...........................................................................................E essa solidão
...........................................................................................Com essa amargura
...........................................................................................Fogem
Então nasce em mim
Sonhos cheios de vida
Com você
Só eu e você
Numa solidão a dois
...........................................................................................Mas ai me vem a lucidez
...........................................................................................De mim sem você
...........................................................................................E meu choro de versos
...........................................................................................Vira angústia apaixonada
...........................................................................................De uma poesia perdida
6.4.06
2.4.06
Dança da Solidão
Dançavam aquela música. Ele com ela, no torpor daquele momento, apenas dançando e seguindo aquelas notas. Ele sentia nela toda aquela tristeza escondida, toda aquela solidão reprimida, todo aquele amor esquecido. Ele era apenas um vazio que estava sendo preenchido por outro vazio.
Ah, mas a matemática nos diria que vazio não se preenche com outro vazio. Mas quem disse que a matemática sabe de amor? Eram dois vazios se enchendo, um com outro, apenas com aquele toque, com aquele ritmo, com aquela dança...
O mundo poderia parar, diriam os mais poetas. Eu vos digo, ele estava parado, olhando aquele casal de vazios milagrosamente se enchendo, ouvindo aquela suave melodia que tocava, sentindo aquele amor que subia.
Ah mas eram vazios solitários, diria um racional. Eu então lhes pergunto. Desde quando a razão entende de amor? hahaha, a razão entende de matemática meu filho! Solidão a dois, era essa a solidão de ambos Eram só os dois, ao som de uma musica lenta e inebriante, dançando num ambiente perfumado de lirios e presenteado com um luar.
Eu sei que você, meu caro leitor, deve estar perguntando aonde que estava a acontecer tal magia. Te respondo, portanto, Quê importa? Havia amor, respostas então se tornam desnecessárias e questões menos ainda.
Então é piegas? Deixe ser piegas, meu amigo leitor. Não sou nenhum Garcia Marquéz para descrever esse momento pormenorizadamente e maestricamente. Não sou nenhum entendido de amor. Sou apenas um sonhador, meu caro amigo, que agora estava a sonhar com o outro lado da sua solidão, o outro lado da sua tristeza, o outro lado do seu amor.
Só isso.
Ah, mas a matemática nos diria que vazio não se preenche com outro vazio. Mas quem disse que a matemática sabe de amor? Eram dois vazios se enchendo, um com outro, apenas com aquele toque, com aquele ritmo, com aquela dança...
O mundo poderia parar, diriam os mais poetas. Eu vos digo, ele estava parado, olhando aquele casal de vazios milagrosamente se enchendo, ouvindo aquela suave melodia que tocava, sentindo aquele amor que subia.
Ah mas eram vazios solitários, diria um racional. Eu então lhes pergunto. Desde quando a razão entende de amor? hahaha, a razão entende de matemática meu filho! Solidão a dois, era essa a solidão de ambos Eram só os dois, ao som de uma musica lenta e inebriante, dançando num ambiente perfumado de lirios e presenteado com um luar.
Eu sei que você, meu caro leitor, deve estar perguntando aonde que estava a acontecer tal magia. Te respondo, portanto, Quê importa? Havia amor, respostas então se tornam desnecessárias e questões menos ainda.
Então é piegas? Deixe ser piegas, meu amigo leitor. Não sou nenhum Garcia Marquéz para descrever esse momento pormenorizadamente e maestricamente. Não sou nenhum entendido de amor. Sou apenas um sonhador, meu caro amigo, que agora estava a sonhar com o outro lado da sua solidão, o outro lado da sua tristeza, o outro lado do seu amor.
Só isso.
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