Deitada em seu leito, chorava um choro baixinho de dor e de desprezo por si mesma. Mais um homem havia se aproveitado do seu corpo, havia invadido sua pureza, deturpado a sua inválida moral em troca de alguns míseros trocados. Era, o que os mais ousados chamavam, uma puta. Ainda em seu leito, pensou pela centésima vez em suicidio. Talvez ali estivesse a paz de espirito tão procurada e sonhada por essa bela jovem de cachos loiros e olhos azuis.
A natureza fora generosa com essa mulher. Deu-lhe de presente o formato de um corpo que dava inveja as outras mulheres, sem falar no belo rosto angelical, recoberto por cachos de um loiro ensolarado e iluminados por um par de olhos que se olharmos bem, poderiamos até mesmo confundir com a cor do céu. O destino, entretanto, parecia não gostar muito dela. Havia lhe dado uma familia instável, marcada por um pai alcoolatra e uma mãe violenta, além de outros 6 irmãos e uma situação de vida nada favorável.
Começou com seus trabalhos aos 14 anos. Levada pelo pai alcoolatra à uma velha cafetina amiga do seu próprio pai, tinha o dever de renunciar da sua pureza angelical afim de colocar comida nos pratos das crianças. Sua primeira relação fora horrivel. Fora violentada por um brutamontes bêbado e imundo. Chegou em casa com as marcas deixadas por aquele homem. Olho roxo, cabelo despenteado e hematomas por toda parte do corpo. Trazia consigo a sua inocência perdida e algum misero dinheiro que dera ao seu pai.
Hoje, fazia 4 anos que trabalhava para a velha cafetina. Seu pai e 3 dos seus irmãos haviam morrido. Em casa só tinha uma mãe dura e fria, pois seus outros 3 irmãos foram vendidos, após a morte de seu pai, a um velho senhor branquelo que dizia vir de outro país. Para poder comer e ter um minimo de dignidade ela vivia disso. De dar prazer a homens.
Ele, então, entrou no seu quarto. Não parecia ser um homem muito velho, tinha lá seus 30 anos, estava bem vestido e diferente dos demais, não fedia. Notando o choro da mulher que o esperava na cama, fez a menção de sair do quarto, mas ela não permitiu. Levantou-se, nua, e se utilizando da experiência de 4 anos de bordel, iniciou o processo de sedução. Ele parecia estar indiferente a tudo isso. Não fazia expressão nenhuma, não se agarrava nela, não fazia como os outros homens faziam. Estava apenas ali, parado, atônito com aquilo tudo.
Ela, querendo que o ato se consumasse logo, baixou-lhe as calças e tratou de acariciar e, depois, lamber seu membro exposto. Ele colocou as suas calças, se abaixou e levantou a pobre mulher nua que estava na sua frente. Olhou nos seus olhos, pegou a sua roupa que estava jogada e levou ao banheiro. Lá, deu banho naquela mulher. Lavou-lhe os seios, o busto, o ventre, as suas costas com um sabonete que estava ali. Purificou-lhe também os cabelos, a barriga, as pernas e os pés. Secou-lhe o corpo e vestiu aquela pobre roupa que estava, anteriormente, jogada no banheiro.
Saiu do banheiro, e deitou-se com ela. Nem sequer a tocou. Apagou as luzes e começou a cantar uma canção bela e triste. Ela durmiu nos seus braços.
De manhã, ele não estava lá. Ela viu apenas o dinheiro referente à noite com ela.
Desse dia em diante, ela voltou a acreditar no amor.
29.3.06
Despedaço
Quando sinto você
Mesmo que longe
Quebro-me
pedaço
por
p
e
d
a
ç
o
Minha voz fraca
Não consegue gritar
Despeço-me
Despetalando
pétala
por
p
é
t
a
l
a
Pedaços de
.........m i m
Ps: Não, não sou o autor do poema acima. Eles foram cedidos à mim pela minha amiga e, já uma das minhas poetas preferidas, Marina. Gosto dele pelo sentimento do qual compartilho e da forma perfeita com que foi feito :]
Mesmo que longe
Quebro-me
pedaço
por
p
e
d
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ç
o
Minha voz fraca
Não consegue gritar
Despeço-me
Despetalando
pétala
por
p
é
t
a
l
a
Pedaços de
.........m i m
Ps: Não, não sou o autor do poema acima. Eles foram cedidos à mim pela minha amiga e, já uma das minhas poetas preferidas, Marina. Gosto dele pelo sentimento do qual compartilho e da forma perfeita com que foi feito :]
26.3.06
Nem eu
Nem eu.
Nem eu me vi nos seus braços.
Nem eu me vi nos seus beijos.
Nem eu me vi no seu corpo.
Não, Nem eu me vi.
Nem eu me vi nos seus braços.
Nem eu me vi nos seus beijos.
Nem eu me vi no seu corpo.
Não, Nem eu me vi.
25.3.06
Musa
Tomou o seu café habitual. Pegou as chaves do seu automovel. Estava decidido a fazer. Dessa noite ela não escaparia.
Entrou no seu automóvel. Repensou as frases que iria dizer. Tinha decorado tudo antes de sair e houvera imaginado toda aquela situação. Calculista, calculou todas as possíveis falhas do que iria dizer, todo os pontos os quais o faria perder o controle da situação e toda a possível reação dela. Podia contar nos dedos o número foras que havia levado durante a vida. Tudo isso devido a essa magnífica virtude de sempre calcular tudo e se adiantar às reações. Desde as possiveis falas, até as possiveis expressões. Saberia quando ela não tivesse mais gostando e evitaria abrir o jogo. Mas saberia também quando ela o desejasse e daria o bote. Pela a sua análise antecipada, saberia que a noite estava ganha. Era mais um alvo para a sua coleção.
Enquanto dirigia, lembrava do perfume que houvera escolhido para a situação. Com toda a sua experiência em mulheres, sabia que um bom perfume deixaria seu trabalho ainda mais fácil. Escolheu um com um sutil cheiro de jasmim, um daqueles perfumes que só se sente o cheiro no momento do abraço. Um dos seus perfumes fatais. Usava também a sua melhor roupa. Um blaser cinza com uma gravata preta, combinando com a cor do aro dos seus óculos. Os sapatos foram escolhidos a dedo para a ocasião. Eram também pretos, bem engraxados que brilhavam ao contato com a luz. Com tudo isso, sorria para si mesmo saberia que o tiro seria perfeito.
Desceu do carro e escolheu a melhor mesa daquele restaurante chinês. Uma mesa que dava vista à bela lua cheia que brilhava naquela noite. Sentou-se e esperou pacientemente a sua presa chegar. Os minutos pareciam não passar. Olhava seu celular de instante em instante. Odiava o péssimo custume que certas mulheres têm de se atrasar. Tentava controlar a ansiedade cantarolando algumas músicas tristes ou alguns dos seus poemas preferidos. O tempo parecia não passar.
Eis que ela chegou. Estava vestida de branco. Um vestido branco que ia até os joelhos. Usava também um colar da mesma cor, tinha seus belos cabelos castanhos presos junto à nuca, com alguns cachos caindo sobre os olhos. Vinha olhando fixamente para ele. O seu olhar lhe tirava o folêgo. Caminhava com uma elegância ímpar e exalava um cheiro de pétala de rosas que fazia com que todos os homens do restaurante parasse para deslumbrar a musa que vinha ali caminhando. Ele a admirava. E diante de tal deslumbramento esqueceu de todas as frases, esqueceu de todas as suas regras de sedução, esqueceu de todos os seus problemas, de toda a sua vida, de si mesmo. O mundo houvera reduzido apenas a ela, só ela agora fazia sentido. Seu coração batia numa velocidade incontrolável e seus olhos se enxeram de lágrimas ao notar a sua aproximação. Sentiu-se como uma criança diante da chegada de uma Deusa.
Ela se sentou na cadeira em frente a dele e disse:
- Desculpe-me pelo atraso.
Desse dia em diante, ele passou a acreditar no amor.
Entrou no seu automóvel. Repensou as frases que iria dizer. Tinha decorado tudo antes de sair e houvera imaginado toda aquela situação. Calculista, calculou todas as possíveis falhas do que iria dizer, todo os pontos os quais o faria perder o controle da situação e toda a possível reação dela. Podia contar nos dedos o número foras que havia levado durante a vida. Tudo isso devido a essa magnífica virtude de sempre calcular tudo e se adiantar às reações. Desde as possiveis falas, até as possiveis expressões. Saberia quando ela não tivesse mais gostando e evitaria abrir o jogo. Mas saberia também quando ela o desejasse e daria o bote. Pela a sua análise antecipada, saberia que a noite estava ganha. Era mais um alvo para a sua coleção.
Enquanto dirigia, lembrava do perfume que houvera escolhido para a situação. Com toda a sua experiência em mulheres, sabia que um bom perfume deixaria seu trabalho ainda mais fácil. Escolheu um com um sutil cheiro de jasmim, um daqueles perfumes que só se sente o cheiro no momento do abraço. Um dos seus perfumes fatais. Usava também a sua melhor roupa. Um blaser cinza com uma gravata preta, combinando com a cor do aro dos seus óculos. Os sapatos foram escolhidos a dedo para a ocasião. Eram também pretos, bem engraxados que brilhavam ao contato com a luz. Com tudo isso, sorria para si mesmo saberia que o tiro seria perfeito.
Desceu do carro e escolheu a melhor mesa daquele restaurante chinês. Uma mesa que dava vista à bela lua cheia que brilhava naquela noite. Sentou-se e esperou pacientemente a sua presa chegar. Os minutos pareciam não passar. Olhava seu celular de instante em instante. Odiava o péssimo custume que certas mulheres têm de se atrasar. Tentava controlar a ansiedade cantarolando algumas músicas tristes ou alguns dos seus poemas preferidos. O tempo parecia não passar.
Eis que ela chegou. Estava vestida de branco. Um vestido branco que ia até os joelhos. Usava também um colar da mesma cor, tinha seus belos cabelos castanhos presos junto à nuca, com alguns cachos caindo sobre os olhos. Vinha olhando fixamente para ele. O seu olhar lhe tirava o folêgo. Caminhava com uma elegância ímpar e exalava um cheiro de pétala de rosas que fazia com que todos os homens do restaurante parasse para deslumbrar a musa que vinha ali caminhando. Ele a admirava. E diante de tal deslumbramento esqueceu de todas as frases, esqueceu de todas as suas regras de sedução, esqueceu de todos os seus problemas, de toda a sua vida, de si mesmo. O mundo houvera reduzido apenas a ela, só ela agora fazia sentido. Seu coração batia numa velocidade incontrolável e seus olhos se enxeram de lágrimas ao notar a sua aproximação. Sentiu-se como uma criança diante da chegada de uma Deusa.
Ela se sentou na cadeira em frente a dele e disse:
- Desculpe-me pelo atraso.
Desse dia em diante, ele passou a acreditar no amor.
17.3.06
Branco
Há um espaço em branco.
Sabe branco?
Branco. Muito branco.
Seria uma ponte?
Não, é branco.
Mais branco do que o branco que você imagina.
Romper com as linhas opressoras da forma poética.
Isso é branco.
E poético.
Poesia? poesia é se beijar dentro de um banheiro, esquecer o mundo e as obrigações mesmo que por um instante. Por um minusculo e irracional instante.
Poesia é perder a razão. Estar totalmente desligado de todas as regras. Poesia é o momento, a hora, o instante inesquecivel e inimaginavel. A insensatez!
Poesia é um grande branco! Um branco da razão. Um branco da consciência. Da lógica. Do corpo. Do outro. De mim. Do mundo. De tudo.
Um branco.
Sabe branco?
Branco. Muito branco.
Seria uma ponte?
Não, é branco.
Mais branco do que o branco que você imagina.
Romper com as linhas opressoras da forma poética.
Isso é branco.
E poético.
Poesia? poesia é se beijar dentro de um banheiro, esquecer o mundo e as obrigações mesmo que por um instante. Por um minusculo e irracional instante.
Poesia é perder a razão. Estar totalmente desligado de todas as regras. Poesia é o momento, a hora, o instante inesquecivel e inimaginavel. A insensatez!
Poesia é um grande branco! Um branco da razão. Um branco da consciência. Da lógica. Do corpo. Do outro. De mim. Do mundo. De tudo.
Um branco.
1.3.06
Seleção
O Brasil venceu a Rússia pelo placar de 1 a 0 num jogo amistoso realizado na tarde dessa quarta-feira em Moscou. Jogando em condições adversas a seleção brasileira, com um gol de Ronaldo e mais a "mãozinha" do juíz, conseguiu uma vitória apertada na última partida antes da Copa do Mundo da Alemanha em junho desse ano.
O jogo foi literalmente frio. Com os termômetros medindo 15 graus negativos, a seleção brasileira não conseguiu desenvolver o futebol arte esperado e acabou jogando uma partida apática e fria que, se não fosse a falta de técnica dos jogadores russos e uma ajudinha do juiz, poderia ter resultado num desastre grande.
Uma coisa que me pergunto. Que diabos o Brasil foi fazer na Rússia e, pior, no inverno? Jogar futebol é o que não foi. A Rússia é uma seleção decandente que dá lagrimas nos olhos ao ver a falta de técnica e a pobreza tática da equipe. Tá, tá bom, Parreira queria testar alguns jogadores para levar à copa e "pegaria mal" ao Brasil fazer um amistoso com uma seleção grande, como a Inglaterra e perder porque estava apenas testando jogadores. Mas surge nesse meio termo uma outra questão, como um técnico vai testar jogadores num ambiente com uma temperatura de 15 graus negativos e num gramado em péssimas condições devido ao clima? Eis a questão.
O amistoso bem que podia ser aqui no quentinho do Brasil. É, no Maracanã. Imaginem a felicidade que ia ser? Adiava para quinta-feira o jogo, devido aos resultados do desfile das escolas de samba e fazia a reestréia da seleção no velho e bom Maracanã. Dava para testar os jogadores sem os fazer morrer de frio. Dava para acontecer, pelo menos em tese, um jogo bonito sem que os jogadores temessem por uma contusão. E até a bola ia agradecer. Ia rolar solta pelos gramados verdes e bonitos do "Maraca".
Ai ai. Pena que os integrantes da CBF não pensam assim...
O jogo foi literalmente frio. Com os termômetros medindo 15 graus negativos, a seleção brasileira não conseguiu desenvolver o futebol arte esperado e acabou jogando uma partida apática e fria que, se não fosse a falta de técnica dos jogadores russos e uma ajudinha do juiz, poderia ter resultado num desastre grande.
Uma coisa que me pergunto. Que diabos o Brasil foi fazer na Rússia e, pior, no inverno? Jogar futebol é o que não foi. A Rússia é uma seleção decandente que dá lagrimas nos olhos ao ver a falta de técnica e a pobreza tática da equipe. Tá, tá bom, Parreira queria testar alguns jogadores para levar à copa e "pegaria mal" ao Brasil fazer um amistoso com uma seleção grande, como a Inglaterra e perder porque estava apenas testando jogadores. Mas surge nesse meio termo uma outra questão, como um técnico vai testar jogadores num ambiente com uma temperatura de 15 graus negativos e num gramado em péssimas condições devido ao clima? Eis a questão.
O amistoso bem que podia ser aqui no quentinho do Brasil. É, no Maracanã. Imaginem a felicidade que ia ser? Adiava para quinta-feira o jogo, devido aos resultados do desfile das escolas de samba e fazia a reestréia da seleção no velho e bom Maracanã. Dava para testar os jogadores sem os fazer morrer de frio. Dava para acontecer, pelo menos em tese, um jogo bonito sem que os jogadores temessem por uma contusão. E até a bola ia agradecer. Ia rolar solta pelos gramados verdes e bonitos do "Maraca".
Ai ai. Pena que os integrantes da CBF não pensam assim...
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