31.1.06
29.1.06
Menina
Meu sorriso conquistou o teu.
Sua arte encantou a minha.
Você sabe menina,
não ficarás sozinha.
Teus braços tocaram os meus.
Meu calor encantou o teu.
Tua mão tocou a minha.
Não chores meninas,
não te deixarei sozinha.
Teu jeito conquistou o meu.
Meu beijo desafiou o teu.
Tua boca dançou com a minha.
Eu sei minha menina.
não conseguirás ficar sozinha.
Mas se meu encanto acabar sem o teu.
E teu beijo fugir sem o meu.
Saiba minha menina,
Eu te adorei como se fosse minha.
27.1.06
O Samba
Aquela batida estava alta e tudo estava girando. Aquele samba contava mais uma história de amor. Era um samba forte e lindo. Minha cabeça estava leve, aliás, meu corpo inteiro estava leve, efeito do excesso de álcool. Estava perdido no meio de uma multidão feliz, sambando aquela poesia e bebendo daqueles líquidos. Meus companheiros estavam por ai, em algum lugar próximo ou distante, sambando, sorrindo e bebendo. Eu estava sozinho ao ouvir aquela bela poesia cantada que ninguém parava para prestar a atenção. Como era belo aquele samba.
A bebida estava acabando. Eu não me importava. O que importava era aquele barulho, aquele torpor, aquele samba perfeito. Minha consciência já não estava comigo. Só o samba. Algumas lágrimas rolavam quando percebia a genialidade do compositor daquilo. Aquele samba era feito para mim, falava de mim, dos meus amores, das minhas dores, da minha vida... Era agressivo na batida. Era sutil e belo nas palavras. Enfim era lindo.
Fechei os olhos e me entreguei totalmente ao samba. Dancei como jamais havia dançado em toda a minha vida. Senti-me vivo. Fortalecido ao dançar aquele som. Não desejava mais nada; só aquilo. Eis então que me aparece, sambando, uma morena. Não, não era uma morena, era a morena. Linda. Sambava com perfeição, sambava com emoção. Eu sentia nela toda a energia e toda a sutileza daquela música. Eu via nela todas as dores expressadas por aquele som. Sambava sem parar, de olhos bem fechados, vindo dentro. Sambava com o espírito. O espírito do verdadeiro samba. Do samba que emociona, do samba que diverte, do samba que ama. Ela deixava o seu corpo flutuar sobre aqueles saltos.
Ela era aquele samba. Perfeita e bela.
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No ritmo desta noite quente eu sigo até os braços do samba. Pisando nas pedras do caminho até o encontro do bar e sentindo a batida do samba se misturar com a batida do meu peito. Um samba forte e lindo. Uma história de amor do jeito que deve ser uma história de amor: Cheia de ritmo, de vibração, de dança, alegria e amor. Ah, o amor! O amor que está em meus poros. No suor que escorre até meu colo. O amor que está no samba. E no povo.
E nesta dança eu me entrego. Esqueço da realidade e só penso na vida. Sim, na vida. A vida sem preocupações, sem violência, sem desemprego, falta de dinheiro, sem tristeza, sem pobreza... Penso que ali, naquele samba, nos minutos daquela batida perfeita, eu estou vivendo. Eu estou viva.
De olhos fechados, de respiração ofegante, de coração acelerado, de sorriso no rosto eu danço. E sinto alguém me observar. E sinto um arrepio no corpo. Ele ali, tão bobo, tão perdido, me olhando com um jeito tímido. Estamos tão pertos, numa dança tão nossa sem nem nos tocar. Eu senti o calor dele. O amor que estava em seus poros.
Ele me olhou nos olhos. E o nosso samba se encontrou.
PS: Um agradecimento especial a Marina pelas pinceladas perfeitas nesse texto. Valeu Mary ^^
24.1.06
A Moça e o Louco
Senti vergonha, medo e admiração ali parado. Vergonha de estar na frente de tal beleza e não poder ser igualmente belo. Medo do que estavam pensando ou do que iam pensar ao ver ela ali, falando comigo. Admiração máxima pela sua beleza ímpar.
Não vá moça, fique aqui do meu lado. Deixa eu te olhar. Deixa eu te admirar. Não se afaste com essa cara de zangada. Não moça. Não vá. Não sei o que será de mim sem a sua beleza para olhar a partir de agora. Não sei. Queria poder ser igualmente belo, queria poder te dirigir a palavra sem me sentir envergonhado, queria que você ficasse aqui só por mais uns segundos. Agora você já foi e o que me resta são apenas lembranças.
Não, vou te seguir, irei aonde você for. Meu trabalho já não importa mais. Nada já me importa. To entrando no carro. Você estava num vermelho, sei bem qual é. Vou te acompanhar até em casa para poder te ver uma última vez. Ali, te achei, nem foi tão dificil. Não ande tão rapido moça, não precisa disso. Não quero saber, vou te seguir, vou acelerar. Não passe no sinal vermelho... Passei também, nada me importa agora, só você. Olha o caminhão moça, não... Por pouco. Por que você não para? por que você não olha para mim? Não... sou muito feio, o que estou fazendo? não te mereço.
Sem você, não quero viver. Como vou viver agora sem mais poder te olhar nos olhos. Não moça, não. O carro...
Porteiro sequestra mulher de um condominio em São Paulo e bate de frente num carro de passeio. Todas as pessoas morreram.
20.1.06
Listas de coisas para 2006
1- Melhorar meu inglês
2- Ler mais
3- Escrever mais
4- Fazer uma boa faculdade
5- Aprender a cozinhar
6- Tirar a carteira
7- Ser dispensado do exército
8- Conhecer mais pessoas
9- Ser mais amigo
10- Evoluir na pump
11- Voltar ao skate
12- Voltar ao aikido
13- Fazer um curso de massagem terapeutica
14- Ajudar meu irmão a passar no vestibular
15- Deixar o cabelo crescer por 2 anos
16- Melhorar minha alimentação ;(
17- Tomar menos refrigerante
18- Durmir mais cedo
19- Acordar mais cedo
20- Comprar um cd dos Beatles
21- Comprar um cd dos Rolling Stones
22- Amar alguém(que nao seja a familia e os amigos)
23- Tentar entrar pro DCE
24- Me filiar a um partido politico
25- Votar nulo
26- Brincar mais
27- Deixar-se ser mais
28- Rir mais
29- Assistir mais filmes
30- Iniciar algum projeto
31- Discutir mais politica
32- Ler mais filosofia
33- Ler mais revistas
34- Ser menos egoísta
35- Sorrir mais para as pessoas
36- Promover ircontros do #insano que deêm certo ¬¬
37- Ter um carro(nem que seja um fusquinha)
Tá bom ;]
19.1.06
O Romance
Digitou essa palavras no msn. Pensou um pouco. Se apertasse enter abrira uma brecha e mostraria talvez a ela o quanto estava interessado. Se usasse o backspace, talvez perderia a chance de passar o melhor final de tarde da vida. Pesou os prós e os contras, fechou os olhos e apertou enter.
Pronto. Mensagem enviada. O que será que ela esta pensando agora? será que ela leu? qual será a sua resposta? essas dúvidas permearam a sua cabeça enquanto olhava fixamente a tela do seu velho computador e esperava ansiosamente a resposta daquela mensagem. Mariana está digitando uma mensagem, apareceu na parte inferior da caixa de diálogo aberta. Será que ela vai querer ir? sua mente girava em suposições pessimistas e otimistas.
Conhecera ela há uns dois meses atrás numa festa. Era uma mulher interessante, gostava de música e de bons livros, tinha uma conversa agradável e o melhor de tudo, era nerd. Descobriu que ela trabalhava com programação de softwares numa empresa próxima ao centro da cidade. Sabia tudo e mais um pouco sobre computadores e amava tudo o que era geek, desde HQ's até Starwars. Quando a viu pela primeira vez ela estava usando uma camisa escrita I LOVE DARTH VADER e ele achou aquilo sensacional. Darth Vader era seu personagem predileto da série. Ele ficou fascinado com ela. Foi, como diriam os mais românticos, amor à primeira vista.
Agora estava ele, à espera da mensagem da sua nerd amada. O msn ainda apontava a silhueta, mariana está escrevendo uma mensagem e a sua paciência estava se esgotando. Pensou em mandar uma risada, diria que era brincadeira e pronto, o suplício terminava. Mas uma força se apoderou dele. Era agora ou nunca. Ficava imaginando o rosto dela cheio de espinhas tocando o dele(também com espinhas), seus oculos se encostando e dançando numa valsa inaudível e romântica. Ficou imaginando noites discutindo programação em C++ e o avanço técnico-científico. Ficou imaginando filhos com ela, igualmente nerds. Tudo seria perfeito, dependia apenas daquela última mensagem. Mas que demora, pensava ele. Ela sempre digitava rápido e agora estava demorando. A internet faz as coisas parecerem mais rápidas e nos acustumamos com isso, pensava ele enquanto controlava a ansiedade. Deu um alt tab e foi olhar a página de HQ's que estava aberta.
Finalmente ouviu aquele barulho característico. Viu o nome dela brilhando na sua barra de tarefas. Abriu e leu a mensagem.
VOCÊ É LOUCO! JAMAIS PASSARIA A TARDE COM VOCÊ, SOU LÉSBICA, NÃO NOTOU?
E com essas palavras saiu do msn. Só sobraram-lhe as lágrimas e as músicas emos que tinha na sua pasta de mp3.
15.1.06
Só rimas
do que vai adiantar tentar?
vou acabar e me modernizar!
Sem rimar e sem estrofar
há algo melhor ou é preciso
amar?
No meu lar, amar era como estrofar,
estrofar à parnasiana
sem excessos, sem erros
e sem exageros.
Do que adianta rimar
estrofar e amar sem se exagerar?
Não entendo o que é poetizar.
13.1.06
Olhando pro tempo e pensando no nada

Era apenas uma rosa
que olhava pro tempo
e pensava no nada.
Ô rosa, será que precisas
de uma namorada?
A rosa olhando pro tempo
e pensando no nada
Disse, mas que barbada
por que eu precisaria de uma namorada?
Mas rosa, olhar pro tempo
e pensar no nada
faz-te parecer
uma pirralha
Ô voz que pensa em tudo
e nao gosta do nada
que há de mal
em ser uma pirralha?
Me pegou, será que devo eu
deixar o tempo para pensar no nada.
mas... e a minha namorada?
Namorada, que nada!
o bom mesmo é ser uma pirralha
olhando pro tempo e pensando no nada
A voz então ficou engravatada
será que a rosa era correta
porque olhava pro tempo
e pensava no nada?
Ou será que era preciso uma namorada?
ps. Apenas rimas.
4.1.06
Aros Pretos
Seu relacionamento estava desgastado e sabia que iria terminar com ela. Achava que amava ela e que com ela se casaria, mas o tempo mostrou que esse pensamento era equivocado e que eles não eram tão feitos um para outro como pensava. Brigas, desentendimentos, frieza, incompreensão marcaram esse relacionamento de tal forma que o término era latente. Não havia mais jeito de continuarem desse jeito. Esperava apenas que ela entendesse que era melhor para ambos e que continuasse amigos, pois apesar do fracasso amoroso e das brigas conversavam muito e tinham criado uma intimidade dificil de ser rompida apenas com o fim de um namoro.
Absorto nesses pensamentos notou uma pessoa vindo em direção contrária. Seus olhos se sentiram atraídos por aquele aro preto e aquele jeito de andar. Ela também o olhou. E por um tempo indeterminado se olharam. Parecia a eternidade o olhar dela. Era um olhar forte e belo. Se sentiu tão encantado com esse olhar que seus olhos foram atraidos, tal qual imãs para os olhos dela. Sentiu que estava hipnotizado e que seu corpo agora já não obedecia mais o seu cérebro, apenas aquele olhar. Se aproximou dela, enquanto andaram. Sentiu que ia beija-la. Quando estava tão próximo dela que chegava a sentir a sua respiração, parou. Sua mente voltou ao controle. Estava atônito. Quem era ela? se perguntava. Cambaleou até o corrimão mais próximo e ficou ali, repassando na sua memória cada detalhe daquele olhar. Não sabia quem era ela, sabia apenas que ela merecia uma poesia.
3.1.06
A Saga do Homem Sem Sorriso III
Ela o olhava admirada. Nunca um homem fora capaz de demonstrar tanta coragem por ela. Nem mesmo quando seus olhos ainda tinham luz. Lembrava bem daqueles cafajestes que passaram pela sua vida apenas para destroçar toda a idéia que tinha sobre o amor. O último teve a audácia de levar a outra para sua própria cama e ali fazer tudo aquilo que sempre fizera com ela. O desespero então foi tanto que quase matou ambos e a fez vender a luz dos seus olhos para uma velha senhora que dizia que se ela o vendesse, conseguiria encontrar o seu amor. Mas dois anos se passaram e ela só encontrou lágrimas.
- Vou com você. Ela disse. Não posso deixar ir sozinho em busca de algo que é meu.
Ele encarou-a com seriedade e notando a veracidade do seu argumento, disse:
- Tudo bem, pegue o casaco que está em cima da minha cama. A chave do carro está lá.
Era um casaco novo de uma marca estrangeira de nome difícil de pronunciar. À frente havia um pequeno bolso onde estava a chave do carro. Deu as chaves para ele e vestiu o casaco, confrome ele pedira.
Sairam ao anoitecer e cortaram a cidade à caminho do Beco Escuro. Nenhum deles pronunciou sequer uma palavra enquanto estavam a caminho. Ela apenas chorava e ele mantinha aquela expressão séria e triste que a falta do sorrisa houvera lhe dado. A apenas um quilômetro do destino viram uma placa que dizia que a rua estava interditada. Pararam então o carro ao lado de uma casinha antiga. Era uma casinha pequena e pela forma a qual foi constuída notava-se que era antiga.
Bateram a porta. Precisavam urgentemente usar o banheiro. Após três batidas lhes abrem a porta uma bela jovem que aparentava uns 15 ou 16 anos de expressão forte e curiosa. Usava um óculos de aros presto que cobria seus olhos castanhos e indagadores.
- Ahh, vocês devem ser O Homem Sem Sorriso e Moça das Lágrimas? entrem, estava esperando por vocês.
Os dois ficaram pasmos ao ouvirem seus nomes e seus problemas, então ela falou denovo.
- Sou a Menina das Sacadas Geniais e ajudarei a vocês a encontrar o que precisam.
ps. TO BE CONTINUED
2.1.06
A Saga do Homem Sem Sorriso II
Caminhando para a morte se depara com um alguém, agachado no chão, aos prantos. Como pode alguém sofrer mais do que ele? pensava. Afinal, estava condenado a viver sem sorrisos, sem alegrias, sem amor. Ao ouvido daquele pessoa que chorava a sua frente sussurou:
- Não há sofrimento maior que o meu.
Ao falar isso viu que a pessoa levantara o rosto. Pôde notar que era uma mulher. Uma mulher muito bela, de traços finos e lindos olhos azuis banhados por lágrimas. Ela o abraçou e sussurou ao seu ouvido.
- Fui condenada a viver sob um mar de lágrimas. O mundo já não me dá mais alegria depois que vendi a luz dos meus olhos. Sou apenas lágrimas e nada mais.
Ouvindo atentamente ao que aquela jovem disse, levantou-a e a levou, nos seus braços, para a sua casa. A idéia do suicidio havia sido adiada, precisava ajudar aquela mulher. Calado, levou-a até o seu quarto e contou-lhe sua terrivel história. Mas não mencionou o suicidio.
- Será que existe algum jeito de você recuperar a luz dos seus olhos? perguntou ele abruptamente.
- A pessoa que comprou a luz dos meus olhos me disse que apenas em um lugar nessa cidade eu posso encontrar o que procuro, e este lugar é o Beco Escuro.
Ao dizer isso, ele estremeceu. O Beco Escuro era um cantinho que ficava no final da cidade que ninguém jamais ousara ir. Dizia a lenda que o homem que entrasse lá perderia toda a esperança e todo o amor que tinha. Morreria por dentro.
- Eu pegarei a luz dos seus olhos para você.
ps. TO BE CONTINUED
1.1.06
A Saga do Homem Sem Sorriso
Sim, ele não sorria mais. Tinha que se habituar a viver o resto da sua vida com todo aquele dinheiro e com toda a tristeza do mundo. Vendera seu sorriso à um velho millionário, que lhe ofereceu todo o dinheiro que tinha pelo seu sorriso. Bobo, achava que depois o dinheiro o ajudaria a comprar o sorriso de volta, de um modo muito mais barato. O dinheiro lhe traria mulheres, roupas, carros, casas... E com isso tudo, como não poderia recuperar o seu sorriso?
Pobre homem. Experimentou todas as mulheres(e homens), de todos os tipos, cores e formas. Mas se quer se aproximou do amor. Comprou todos os carros que o dinheiro podia comprar, mas jamais fora capaz de sorrir com um. Comprou a maior casa do país. Mas isso só o fez se aproximar mais da solidão. A solidão era sua única compania.
Tentou vender seu sorriso. Chegou a oferecer, exatamente como aquelhe velho senhor, todo o dinheiro que tinha. Mas ninguém quis vender o sorriso. E agora? o que seria dele, sem sorriso?
ps. Me deu vontade de cotinuar em outro post. :)
