28.11.06

O querer-te

Às vezes me pego nessas madrugadas quentes
redescobrindo as curvas do seu corpo
o calor da sua presença
o odor do teu hálito.

Relembro também
o gosto do seu sexo
a doçura do seu olhar
e o timbre da sua voz.

Às vezes me pego nessas madrugadas quentes
ardendo em desejo de te ver
e de rasgar as suas roupas
de te violar...

Mas vejo que estou sem você
o real volta furiosamente
e tenho que me contentar
em apenas
querer-te.

22.11.06

Reflexão


"Evite a Poluição ou ainda vais pagar para respirar"


Vi isso no site português Jornal da Praceta enquanto procurava uma imagem para propor uma reflexão.

"Quando o homem tiver cortado a última árvore, pescado o último peixe e poluído o último rio, vai descobrir que não pode comer dinheiro." (Autor desconhecido)

O que fazemos com o nosso próprio mundo?

12.11.06

Poema da Noite

Lábios se movendo.
Linguas se cruzando.
Êxtase.

Corpos reunidos.
Um é o outro.
Outro é o um.
Paixão.

Olhares se cruzando.
Corpos se juntando
Bocas se movendo
êxtase.

Corpos de novo
reunidos.
Um é o Outro
Outro é o Um
Não é só mais paixão.

Amor.

Angústia

Cuspo essa poesia
de dentro da minha alma
dos confins do meu ser
para você.

Olhar doce
perdido
deixa eu te mostrar
meu caminho.

Suave toque
não destoque
não saberei viver
assim...

Não va para o longe
não posso ficar sozinho
não vivo sem você.

Meu pensamento é você
saia da minha mente
ou venha para mim...
Não consigo viver
assim.

Você veio e embaralhou tudo
um furacão destruidor
que vai embora
deixando lágrimas ao passar
e você está deixando as minhas...

Não, não aguento mais isso
não vou chorar
essa angústia agora
que bate no meu peito
ela vai me matar...

Sinto seu cheiro
imagino seu corpo
e por um momento
estou com você.

Você que me persegue até nos sonhos
e me faz quere-los que dure para sempre
você, dona da minha angústia
por favor
termine com essa tortura.

Essa tortura da alma
que dilacera corações
expreme lágrimas
e me faz querer
desamar.

Cuspo essa poesia para você
de dentro da minha alma
do fundo do meu ser.

2.11.06

O Vinho

Desce vinho, desce.
Desce e mostra o que és capaz
mostra a eles, vinho, o que podes fazer
mostra a ela o que ela te é.
Desce vinho, desce.

Desce doce e suave
desce para eu poder sentir ela, vinho, desce.
Desce para que eu contemple a beleza dela
desce para imagina-la
e imaginar
os seus belos lábios tocando os meus
os seus belos olhos olhando os meus
o seu belo corpo...

Desce, vinho, desce.
Entorpeça-me com o seu efeito
balançe o mundo
faça com que para mim
só exista ela
essa tão perdida ela
que se acha atrás daqueles olhos.

Desce, vinho, desce.
E acabe com essa agonia.