26.2.06

Calouro


Se você pensa em prestar Jornalismo na UFRN esse ano, prepare-se, ficará pior do que isso. Meus calouros vão sofrer o dobro do que eu sofri. HAHAHAHA

89

Abri o meu Mozilla Firefox, digitei as palavras referentes à parte de edição desse blog e, antes de entrar, notei que havia parado no octoagésimo nono post. Não sei por que esse número me despertou atenção. Sei que para esse nonagésimo post, decidi colocar coisas referentes ao ano de 89. Vamos lá ;]

Em 1989 o Vasco da Gama ganhou o brasileirão. Nossa, com o timeco que têm hoje e essa péssima administração, acho dificil isso voltar a acontecer.

Neste mesmo ano, Madonna lança o álbum "Like a Prayer". Os meu pobre vocábulario de inglês traduz isso como "Como uma pessoa que reza(Pray não é rezar?)"(por favor me corrijam se eu estiver errado). Sou fã de Madonna. Ela é uma mulher de atitude. Mas não consigo imagina-la como uma pessoa que reza. Aff, vou passar pro próximo... To começando a me enrolar.

89 também foi o ano em que Collor vence as eleições. Sem comentários.

Daniel Radcliffe(Harry Potter) nasceu nesse ano. Não sei nem por que coloquei isso... Ahh, vai Harry Potter até que é legal! ;]

Ahh, também foi nesse ano que ocorreu aquele acontecimento clássico. Um homem corre para frente dos tanques numa tentativa frustrada para evitar que eles levem destruição e morte. Interessante é que ninguém sabe o nome desse homem até hoje.

Alain Prost ganha seu terceiro titulo mundial também em 89. Minhas lembraças de Alain Prost são vagas e existem graças a um joguinho de fórmula um que eu tinha nos primórdios da era da informática. Parece que ele era rival de Senna né? Olhando a ficha dele aqui, ele ainda não morreu e recentemente fez uma tentativa frustrada de criar uma equipe.

Isso foi o que de mais interessante aconteceu em 89(na minha opinião). Qualquer coisa http://pt.wikipedia.org/wiki/1989

Ps: Descobri o wikipedia um dia desses. Muuuuuiiiiiiiiiitooo bom para pessoas curiosas.

13.2.06

Coisas de Futebol

Futebol é algo que nasce com o brasileiro. O primeiro presente da vida que um menino geralmente ganha é uma bola de futebol. Assim que aprende a andar o pai trata logo de ensinar a jogar. Começa pelos principios básicos, correr com a bola, tocar e chutar. Depois ele ensina que a glória vem quando aquele brinquedo balança as redes. Ele também ensina que o caminho pelo qual a pessoa deverá trilhar para que a glorificação aconteça não é nada fácil e vai depender da habilidade que a pessoa possui.

Todo brasileiro que se preze jogou pelada na rua. É quase que como um ritual de iniciação masculina à brasilidade. É menino? É brasileiro? Tem que saber jogar bola. E a minha geração além de ter essa obrigação de estar nos campos de areia formando times para bater a velha e boa pelada com os amiguinhos, tinha outra ainda maior. Colecionar as figurinhas do álbum do Campeonato Brasileiro. Lembro bem, muito bem. Começava o campeonato e aquela meninada ia logo para as bancas comprar o tão fabuloso álbum e as respectivas figurinhas para completa-lo, toda moeda que aparecia servia para comprar as figurinhas. Além de tudo, o álbum trazia informações sobre os times. Era ótimo para tentar convencer o seu amiguinho que seu time era melhor que o dele porque o estádio era maior ou porque o time detinha uma quantidade maior de títulos brasileiros. Quando comecavam os playoffs então? Nossa, reunia toda aquela meninada para acompanhar os finais do Campeonato Brasileiro torcendo cada um pelo seu time e vibrando a cada jogada ou xinganado a cada impedimento ou falta injusta marcada pelo juíz.

Eu, como todo e qualquer brasileiro, passei por devidos rituais. Apesar de nunca ter jogado bola bem, eu alimentava a ilusão de que poderia ser um craque. Posicionado sempre na boa e velha "banheira" eu ficava lá, na frente, esperando que a bola chegasse para dominar e, quem sabe, driblar o goleiro e marcar aquele golaço. Mas a natureza não foi boa comigo. Eu era péssimo. Sempre era o último a ser escolhido(isso se eu não ficasse para a próxima). Quando jogava ficava ali na frente me esforçando para provar que eu poderia ser bom de bola, levantando a mão quase que initerruptamente pedindo para que a bola chegasse aos meus pés para que eu pudesse mostrar toda a habilidade que eu achava que tinha. Ás vezes ela chegava. E eu a perdia. Era triste.

Passei então a evitar jogar futebol. Comprava o álbum e quase todo final de semana, quando minha mãe me liberava algumas moedas, eu corria atrás de uma banca e comprava as figurinhas. Colava-as no álbum e ficava lendo o nome dos jogadores. Quando não tinha dinheiro para as figurinhas ou quando já tinha completado o álbum, eu abria na parte "Palmeiras" e ficava lendo e decorando cada informação ali contida. Lembro até hoje do formato e do que estava escrito. Depois ia, como um comerciante, tentar convencer meus nobres amiguinhos a optar pelo melhor time, o Palmeiras.

Recordo que nessa época que comecou a vir em mim o fanatismo. Acompanhava todos os resultados e assistia todos os jogos, quando trasmitidos. Lembro que ficava ali, sentado no chão, sem piscar os olhos e rezando baixinho para que o meu time marcasse um gol. Quando o gol vinha, o êxtase era tão intenso que minhas cordas vocais agradeceriam se eu não mais assistisse futebol. Quando o gol não vinha e o meu time perdia, não conseguia segurar aquelas gotas de lágrimas que saiam dos meus olhos.

E esse fanatismo ainda mora em mim. A cada grito de gol eu lembro da criança que morava aqui antes de mim que também gritou quando o Palmeiras sagrou-se campeão da Libertadores. A cada lamentação por uma derrota importante, eu lembro o quanto eu chorei quando o Palmeiras perdeu aquela semi-final para o Boca Juniors, ou aquela triste final para o Vasco. Talvez hoje minhas lamentações e meus gritos sejam menores pelo fato de entender mais de futebol do que quando criança. Mas a paixão que nasceu aqui e reside nessa casa até hoje pelo futebol e mais ainda pelo Palmeiras não vai morrer nunca.

8.2.06

Olhos Vermelhos




Não, ele não podia ter saído assim da minha vida. Foi o primeiro amor da minha vida. Não desse jeito. Fora o homem por quem eu esperei toda a minha existência. Não, ele não podia ter feito isso comigo. Isso não se faz com mulheres como eu. Eu o amava. Eu me submetia. Ele tem duas filhas comigo. Não. Não acredito.

Vou escrever esse bilhete. O que eu vi foi ilusão. É, ele não faria isso. "Traga um peixe para mim meu amor, beijos Maria". Ele só foi pescar com aquele amigo dele. São amigos de longo tempo. Não, eles não se beijaram na boca. Tenho que parar de tomar aqueles remédios. To vendo coisa. Vou colocar o bilhete dele no estojo dele de pesca, ele vai abrir, vai ler e trará um peixe. Comeremos e tudo vai ter passado apenas de uma ilusão.

Ele ta saindo. Em dois dias ele volta. Vou cuidar das minhas crianças. Mas e esses olhos? esses olhos vermelhos no espelho. O que é isso? lágrimas? não, não posso chorar. Eu tava vendo coisas. Não, ele não estava se agarrando com um amigo na escada. Por que vocês insistem em cair lágrimas? por quê?

Eu o conheci pequeno. Era de uma familia de interior. Ele foi bem educado. Jamais faria isso. Ele me encantou desde a primeira vez... é, lembra? a primeira vez... Foi tão lindo. Ele me tratava como a sua princesa. Casamos. Quando tivemos filhos ele conseguiu me encatar ainda mais com aquela forma meiga e doce que cuidava das crianças. Me encantava todas as vezes que comprava briga por causa do nosso bem-estar. Me encatava com a forma que me tratava na cama... Sempre com muito carinho, sempre com muito amor.

Ele chegou. Cadê meu peixe? não, não pode ser. Ele passou dois dias. Vou perguntar a ele. O que? pescou muitos. Comeu todos? e meu bilhete. Não, não pode. Vou abrir o estojo dele. Ta aqui. Como pode? intocado! não, não mesmo. O que ele fez dois dias sozinho com esse amigo nas montanhas. Ele está me trocando. Por um homem. Não. Não acredito nisso.

O que? eu só sirvo para ter filhos? como ele pode me dizer isso depois de tanto tempo? não! hã? vai se mudar? morar com ele? por quê? e nosso filhos e nossa vida? e o castelo que construi só para nós dois? não, não me deixe aqui sozinha apenas com esses meus olhos vermelhos... não me deixe.

Ps. inspirado na foto e numa cena do filme que vi hoje(O Segredo de Brockback Mountain)

2.2.06

Rótulos

Se saio com all star e bermuda curta, sou indie.

Se decido sair de casa com uma munhequeira, uma calça folgada e uma camisa mais curta, sou emo.

Se vou com uma camisa do kurt cobain, sou grunge.

Se eu decidir ir com um nike, sou playboy.

Se decido fazer um moicano, sou punk.

Se opto por uma roupa mais envelhecida, sou ladrão(principalmente se eu for negro).

Se compro uma corrente longa de ouro e começo a usar calças e camisetas folgadas, sou maconheiro.

Se eu decido usar um Adidas Star e uma camisa do Linkin Park, sou new metal.

Se quero ir com uma camisa do Halloween e uma calça justa preta, sou metaleiro(melódico ainda).

Se uso uma camisa regata e uma bermuda de surfista sem bolso, sou pagodeiro.

Se decido por alguma camisa "I LOVE INFORMATICA" ou afins e coloco uns óculos, sou nerd.

Se passo a usar óculos escuros, a andar sem camisa(ou com aquelas de botões) e com bermudas sem bolso, sou surfista.

Mas eu ainda não descubri como eu faço para ser eu?

1.2.06

Oscar e o Cinema Nacional

As indicações foram dadas e o Brasil mais uma vez ficará de fora.

2 Filhos de Franscico veio como o novo boom do cinema nacional. Patrocinado pela Globo Filmes, o filme retrata a história de uma dupla sertaneja popular do centro-oeste brasileiro e sua luta para se tornarem ricos e famosos. Batendo todos os recordes de bilheteria, foi pré-selecionado como o representante do Brasil para o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro. E a tão sonhada indicação não veio.

E não veio merecidamente. Com tantos bons roteiristas por ai de plantão e com tantos projetos idependentes de qualidade rondando o underground cinematográfico nacional, a Globo Filmes patrocina um projeto extremamente clichê de filme, que apenas leitura da sinopse bastaria ao telespectador para descobrir seu misterioso roteiro e desvendar seu desfecho. Não, realmente não merecia a indicação. Indica-lo seria um retrocesso crítico grande da academia.

Se o Brasil algum dia sonha em ter algum Oscar de Melhor Filme Estrangeiro na bagagem, deve parar de patrocinar projetos rídiculos que usam as mesmas fórmulas das novelas e passar a experimentar o novo, o ousado. E para faze-lo não precisa de muito. Encontrar um cineasta com boas idéias hoje tá se tornando cada vez mais fácil devido ao aumento de número de cursos de cinema no país. Atores de qualidades produzimos aos montes. O dinheiro está nas grandes coorporações televisivas(como a Globo). O público está crescendo cada vez mais devido à melhora substancial que o nosso cinema vem tendo ao longo da década. Só falta a vontade de uma Globo Filmes de parar de patrocinar filmes rídiculos como os da Xuxa e do Didi e investir em cinema de qualidade.

Pena que a essa vontade ainda não existe. É triste ver todo nosso potencial jogado fora para fazer filmes medíocres como Olga e 2 Filhos de Franscisco. É dramático saber que milhões de reais são gastos para produzir um filme de Didi enquanto outros filmes de uma qualidade invariavelmente superior são deixados de lado, e, às vezes, não saem nem do papel apenas por não fazerem parte da "fórmula mágica" de atrair público e dinheiro da Globo.