24.12.04
Noite de Natal
Soneto da Fidelide
De tudo, ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.
Quero vivê-lo em cada vão momentoE em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.
E assim, quando mais tarde me procureQuem sabe a morte, angustia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa me dizer do amor (que tive):Que não seja imortal, posto que e chama
Mas que seja infinito enquanto dure.
Vinicius de Morais
Ps. Foi o primeiro poema que eu realmente gostei quando li, e a partir dele, virei fã de poesia, ele significa muito para mim, reflete talvez a minha forma de amar.
15.12.04
- POR QUE VOCÊS NÂO CANTAM MAIS?
esperou por uma resposta, e nada, apenas ouvia o barulho dos grilos e dos passaros proximos a ela, se sentiu triste, e por um momento uma lagrima pareceu escorrer sobre seu rostinho inocente de uma criança de 6 anos, e nesse exato momento apareceu um grilo de oculos que falou:
- Por Que está chorando menininha?
Ela, enchugando sua lagrima, e olhando estranhamente para o misterioso grilo de oculos, falou:
- Não ouço mais as arvores, por que elas não cantam mais?
O grilo, esperto como sempre, deu uma ajeitadinha em seus oculos, olhou seriamente para a cara de Sofia e disse:
- Elas continuam cantando sim, eu mesmo estou as ouvindo nesse momento! você deve estar com algum problema no ouvido!
Sofia, não tinha pensado nisso, será mesmo que ela estava com um problema no ouvido, problema o qual não permitia a ela ter o prazer de ouvir as arvores?
- Como faço para resolve-lo?
O grilo parou, seus olhos voltaram para cima, como se embarcsse num profundo pensamento, mexeu novamente o óculos e disse:
- Acho que o Dr. Coelho seria capaz de te ajudar! a propósito, qual é o seu nome garotinha?
- humm, Dr. Coelho, você pode me levar até ele, estou desesperada, preciso ouvir as arvores denovo! Meu nome é Sofia e o seu?
- O meu é grilo quatro-olhos, mas pode me chamar de Grilo! te levarei até a toca do Dr. Coelho!
Sofia agradeceu com um sorriso, enfim uma esperança de voltar a ouvir as arvores denovo! foi acompanhando os pulos do seu grilo, até chegar num buraquinho, meio esquisito.
-Dr. Coelhoooooo! Dr. Coeeeeeellllhhhho! tenho uma paciente para você!!!
Derrepente pulou um coelho meio desajeitado, com uma batina branca e um estatescópio pendurado, e um óculos, que mais parecia dois fundos de garrafas, do que lentes.
-Cadê? Cadê? Tem um paciente para mim, seu grilo?
- Tenho sim, é essa garotinha, ela não consegue mais ouvir as arvores!! acho que ela está com alguma coisa no ouvido, pode ajuda-la?
O coelho olhou para a garotinha, com um ar meio estranho, afinal, nunca tratara de pacientes humanos anteriormente e disse:
- Vou ver o que posso fazer!
Ele deu um salto, para o lado de Sofia, olhou para o seu ouvido, tirou uma lupa da sua batina e olhou mais precisamente, pulou até o outro ouvido e olhou atentamente com a sua lupa, parou, pulou até a frente de sofia, a encarou com um ar suspeito, até que o Grilo disse:
- E ai doutor? o que ela tem?
- Segundo meu estudo aprofundado dos ouvidos e suas respectivas doenças, meu laudo é claro e preciso! muita adultisse no ouvido! e essa adultisse está tampando o ouvido dela, e daqui a pouco ela será como os outros, acharão que apenas os humanos falam! tsc tsc
Sofia olhou desconfiada para o Coelho e disse:
- O que preciso fazer, para resolver esse problema?
O Coelho, quase irrompeu numa risada, e disse:
- Você não sabe??
- Não!!!
- Precisa ter sempre vontade de brincar e se divertir, sem se preocupar com os outros, ou com o que os outros pensam, e sempre olhar a natureza e conteplar suas belezas, e sempre vir aqui, tomar um chá conosco! ou seja, manter sempre o coração de criança!
ps. Será que sofremos de adultisse?
12.12.04
11.12.04
ps. Desculpem pela repetição de palavras, brigado pela força Luana(mãee de todas as horas! :D) quero textos seus aqui no blog!
1.12.04
Era uma tarde como outra qualquer. Uma tarde chata e tediosa. O tédio lhe perseguia há dias e nada pudera fazer diante disso, exceto ler e mergulhar na fantasia de escrever. Mas aquele dia era diferente. Estava ele deitado em sua cama, olhando para o tempo e pensando na vida, questionando-se sobre seus princípios e os princípios que foram dados a sua vida. De repente a luz é cortada e ele se vê sozinho no escuro como várias vezes, mas desta vez havia um toque diferente no ar, algo que lhe assustava, apesar da sua mente dizer que nada passava de frutos de sua imaginação. Aos poucos, esse medo começa a ficar alucinantemente estrondoso. Não sabia o que fazer, nem o que pensar. Queria apenas ficar ali, encolhido no meio de uma escuridão infindável. Com medo. Sabia que isto era ridículo, mas este medo não queria saber o que era ridículo ou não, era apenas medo, medo puro e irracional, medo que lhe arrancava lagrimas inconscientes, e que lhe dava vontade de gritar, mas a pontinha de razão que ainda sobrara em sua mente, não permitia. Queria esconder-se de tudo. Queria sumir. Queria que esse medo, esse pavor sumisse, mas não sabia como fazê-lo, via vultos, formas, via de tudo perto dele, mas não ousava dar sequer um grito, e nem sequer se levantar dali, sentia apenas medo, muito medo, medo irracional e criado pela sua mente... Aconteceu como haveria de ser... O gênio humano (ou Demônio como muitos chamam) tomou conta de seus atos e o dominou como a um ser qualquer vulnerável na cadeia alimentar. E não foi fácil ver a realidade e definhar cada vez mais. De nada adiantou viver em seu mundo fantasioso criado pela sua imaginação. A busca da realidade era mais forte que ele mesmo. Enfim, a única esperança que restou em seu âmago fora esmagada por seus próprios anseios e medos.
ps. Carol escreveu o fim pra mim :DD e eu gostei!
